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Plantio marca final da primeira etapa do projeto de Naturalização da Lagoa Rodrigo de Freitas

A iniciativa foi da Subprefeitura da Zona Sul em parceria com a Fundação Rio-Águas
Imagem: Divulgação

Crianças da colônia de férias do Parque da Catacumba e grupo de moradores que fiscaliza as ações na Lagoa também participaram da atividade
Nesta tarde de terça-feira (25/07), o projeto de Naturalização da Lagoa Rodrigo de Freitas chegou a uma etapa importante: o plantio de mudas de espécies de restinga na área onde está sendo desenvolvido o projeto de naturalização, na altura do Parque do Cantagalo. A iniciativa foi da Subprefeitura da Zona Sul em parceria com a Fundação Rio-Águas, sob coordenação do biólogo Mario Moscatelli e sua filha, a paisagista Carolina Moscatelli.

O subprefeito da Zona Sul, Flávio Valle, o presidente da Fundação Rio-Águas, Wanderson Santos, acompanhado da equipe socioambiental do órgão, e os coordenadores do projeto, Mario e Carolina Moscatelli, participaram do plantio com cerca de 20 crianças da colônia de férias do Parque da Catacumba, vizinho à área que está sendo naturalizada, além de um grupo de moradores dos bairros do entorno.

“Hoje é um dia muito importante. Todo esse espaço aqui era água. Com o tempo, colocaram terra, asfalto e a lagoa foi diminuindo. O que estamos fazendo é plantar para devolver esse espaço para a Lagoa. E, melhor ainda, contando com a participação das novas gerações: são vocês que estão plantando o futuro!”, explicou o subprefeito da Zona Sul, Flávio Valle, às crianças.

Já o presidente da Fundação Rio-Águas, Wanderson Santos, ressaltou: “Estamos devolvendo à natureza este espaço que foi perdido, ao longo do tempo, e enviamos mais uma vez uma mensagem clara que precisamos mudar de rota e preservar. Entender a importância destes ativos ambientais, desde cedo, é o melhor caminho para termos um futuro melhor”.

Coordenador do projeto, o biólogo Mario Moscatelli conclui: “Eu ouço, desde que eu era mais jovem, que as próximas gerações vão dar um jeito em tudo que temos feito. Isso está errado. Nós temos que dar um jeito agora, pois nós abusamos do direito de errar e elas (as crianças) vão dar continuidade à recuperação. Esse pequeno plantio é um símbolo do que imaginamos que deve acontecer no Brasil e no mundo. O tempo da conversa acabou. É hora de agir. O planeta precisa de ação”.

Moradora do Jardim Botânico, Vera Carvalho fez questão de botar a mão na terra e participar desse momento histórico, contribuindo para a biodiversidade do local. “Sempre que há atividades, venho participar. Acredito que o envolvimento da comunidade com o projeto seja muito importante, além de ajudar com a fiscalização das boas práticas de todos com o espaço, é muito gratificante saber que estou ajudando a preservar o planeta e a nossa Lagoa. Não vejo a hora de ver novas espécies de aves habitando o local”, disse Vera.

Para o processo de recuperação da comunidade vegetal, foram introduzidas mudas de grama de mangue, samambaia do brejo, algodoeiro de praia e mangue vermelho, que estão ocupando a área que anteriormente era utilizada pela ciclovia e ficava constantemente alagada. Depois de mais de 100 anos com sucessivos aterramentos, essa é a primeira vez que um projeto está recuperando o traçado original da Lagoa.

Após a conclusão dos trabalhos no trecho do Parque do Cantagalo, a naturalização vai acontecer em outro ponto com constantes alagamentos, próximo ao Parque dos Patins. Os trabalhos devem ser iniciados no mês de setembro, com previsão de finalização em 60 dias. A metodologia de trabalho será a mesma, feita em três fases: 1- Remoção das instalações urbanas (postes, meio-fio, pista e iluminação); 2 -Adequação ambiental com o acerto topográfico da área, visando criar as condições ambientais ideais para a implantação do projeto de recuperação da comunidade vegetal; 3 – Instalação de cercado protetivo e placas informativas.