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Inadimplência bancária volta a subir em maio e atinge recorde histórico

reprodução

A taxa média de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro nacional voltou a subir em maio e atingiu o maior nível da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 2011. Segundo o relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito, o índice chegou a 4,7%, considerando operações com atraso superior a 90 dias de pessoas físicas e jurídicas.

O resultado representa uma alta em relação aos 4,6% registrados em abril e um avanço de um ponto percentual nos últimos 12 meses, evidenciando o aumento das dificuldades para manter as contas em dia.

Entre as pessoas físicas, a inadimplência passou de 5,5% para 5,6%, estabelecendo um novo recorde histórico. Já entre as empresas, a taxa alcançou 3,2%, o maior patamar desde setembro de 2017.

Apesar do crescimento da inadimplência, o indicador que mede o comprometimento da renda das famílias com dívidas permaneceu estável em 49,9%.

Desenrola Brasil

Os dados foram divulgados em meio à implementação da nova etapa do programa Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal para estimular a renegociação de dívidas. Desde maio, a iniciativa já permitiu renegociar pelo menos R$ 15,9 bilhões em débitos.

De acordo com o balanço mais recente da equipe econômica, o Desenrola Famílias renegociou cerca de R$ 10 bilhões em dívidas de pessoas físicas. Após os descontos obtidos nas negociações, o valor consolidado das dívidas caiu para aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Somado ao Desenrola Fies, que reduziu cerca de R$ 1,28 bilhão em débitos, o total renegociado ficou em torno de R$ 2,6 bilhões.

O programa também conta com o Desenrola Rural, voltado à renegociação de dívidas de produtores rurais, embora o governo ainda não tenha divulgado um balanço oficial dessa modalidade.

A atual versão do Desenrola Brasil tem como foco principal famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). O público-alvo pode renegociar diretamente com as instituições financeiras dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais sem garantia, buscando reduzir o endividamento e facilitar a regularização da situação financeira.