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Empresas oferecem reajuste 12,5% abaixo do reivindicado pelos rodoviários

reprodução

A terceira audiência de mediação entre empresários e rodoviários acontece na manhã desta segunda-feira (06/07), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), com uma nova proposta colocada na mesa pelas empresas de ônibus: elevar de 4,39% para 4,5% a oferta de reajuste salarial e oferecer uma cesta básica para cada trabalhador.

Porém, o percentual continua 12,5 pontos abaixo dos 17% reivindicados pela categoria.

E o Sindicato dos Rodoviários informou que levará a proposta para a assembleia marcada para esta terça-feira (07), às 16h, em Rocha Miranda, na Zona Norte, mas já adianta que não pretende defender sua aprovação por considerar que ela está longe das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.

“Na próxima quarta-feira haverá nova audiência no TRT, mas na assembleia de amanhã nem temos condições de apresentar essa proposta, no mínimo humilhante, oferecida pelo Rio Ônibus para os trabalhadores, que irão decidir o rumo que será tomado. Continuamos em estado de greve”, afirmou Sebastião.

Empresas de ônibus alegam dificuldades financeiras
Durante a audiência de mediação, o sindicato das empresas afirma que a situação financeira das viações impede a apresentação de um reajuste maior neste momento. A oferta atual contempla reajuste salarial de 4,5% e a concessão de uma cesta básica.

As negociações seguem em andamento no TRT.

O que pedem os rodoviários
Além do reajuste salarial de 17%, a categoria reivindica uma série de melhorias salariais e trabalhistas, entre elas:

reajuste salarial de 17%;
piso de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados do BRT;
piso de R$ 4 mil para os demais motoristas;
vale-alimentação de R$ 1 mil;
plano de saúde;
jornada de sete horas e meia;
manutenção do passe livre;
pagamento dos 30 minutos de intervalo para almoço;
fim dos contratos temporários e contratação pelo regime da CLT para os profissionais do BRT.

A greve dos rodoviários começou na semana passada e teve dois dias de paralisação, quando a frota circulante ficou abaixo do mínimo de 50% determinado pela Justiça. O resultado foi a formação de longas filas e pontos de ônibus lotados em diferentes regiões da cidade.

Na quarta-feira (01), após pedido do TRT, os trabalhadores retomaram as atividades, mas mantêm o estado de greve enquanto aguardam o avanço das negociações.