A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, Jairinho pediu à Justiça do Rio a anulação da decisão que autorizou a quebra de sigilo do celular encontrado na cela ocupada pelo ex-vereador no Complexo de Gericinó, em Bangu.
Os advogados argumentam que o aparelho foi apreendido após o julgamento que condenou Jairinho pela morte de Henry Borel Medeiros e, por isso, não teria relação com o processo. Eles também afirmam que não há comprovação de que o celular pertença ao ex-vereador, já que a cela é coletiva.
A defesa ainda questiona o envio do aparelho ao Ministério Público para análise, alegando que a perícia deveria ser realizada por órgãos oficiais de criminalística.
O Ministério Público rebateu os argumentos e afirmou que a medida foi autorizada pela Justiça de forma regular. Segundo a promotoria, o conteúdo do celular pode ajudar a esclarecer possíveis contatos externos e outras investigações envolvendo Jairinho.
O aparelho foi encontrado escondido entre livros durante uma operação da Polícia Penal realizada na última quarta-feira (1º/07). Condenado a 43 anos de prisão, Jairinho ainda tenta reverter a decisão judicial por meio de recursos.






