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Polícia Civil mira finanças da ADA e lavagem de dinheiro na Vila Vintém

Investigações apontam que a estrutura criminosa movimentava cerca de R$ 500 mil por semana

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma grande operação para desmantelar o braço financeiro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). O principal alvo da ação é o esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas que atua na comunidade da Vila Vintém, na Zona Oeste da capital. Segundo as investigações, a estrutura criminosa movimentava cerca de R$ 500 mil por semana. A ofensiva é coordenada por agentes da 34ª DP (Bangu), com o apoio estratégico da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Os policiais saíram às ruas para cumprir ordens judiciais em pontos estratégicos da Zona Oeste, resultando no cumprimento de 14 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão de documentos e bens, concentrados nos bairros de Bangu e Realengo. Além das capturas e buscas, a Justiça determinou o bloqueio judicial imediato de todas as contas bancárias ligadas aos suspeitos para interromper o fluxo financeiro da organização.

A investigação da Polícia Civil revelou um mecanismo moderno e digitalizado para mascarar o dinheiro do tráfico de drogas. O esquema funcionava a partir da captação digital, em que a facção utilizava transferências via Pix e máquinas de cartão de crédito e débito para receber os valores das vendas. Na sequência, o montante era pulverizado em contas bancárias de terceiros, usados como laranjas para despistar os órgãos de controle financeiro. Por fim, integrantes da facção realizavam o saque em espécie desses valores, devolvendo o capital limpo e sem rastro aparente para a liderança da ADA.

Os investigadores identificaram 14 operadores centrais diretamente envolvidos neste esquema, e cada um deles gerenciava e movimentava uma média de R$ 5 mil diariamente. O objetivo central da Polícia Civil com a ação é asfixiar o fluxo de caixa da organização criminosa. Com a retenção de documentos e novos materiais coletados, a delegacia de Bangu pretende agora colher novas provas e identificar ramificações do grupo em outras regiões do estado.