PF deflagra 6ª fase da Operação Unha e Carne no Rio
Destaque
PF deflagra 6ª fase da Operação Unha e Carne no Rio
Vilas olímpicas abrem inscrições para colônias de férias com esportes e lazer no Rio
Rio de Janeiro
Vilas olímpicas abrem inscrições para colônias de férias com esportes e lazer no Rio
Cuba sofre novo apagão geral e deixa 10 milhões de pessoas sem energia
Mundo
Cuba sofre novo apagão geral e deixa 10 milhões de pessoas sem energia
Alerj derruba vetos e aprova mudanças no transporte, nos direitos de servidores e em incentivos fiscais
Política
Alerj derruba vetos e aprova mudanças no transporte, nos direitos de servidores e em incentivos fiscais
Saúde chega mais perto da população com reforço de 50 unidades móveis no RJ
Estado
Saúde chega mais perto da população com reforço de 50 unidades móveis no RJ
Natal 2026: Árvore da Lagoa será inaugurada em novembro
Rio de Janeiro
Natal 2026: Árvore da Lagoa será inaugurada em novembro
TRE-RJ define fiscalização da propaganda digital para as Eleições 2026
Estado
TRE-RJ define fiscalização da propaganda digital para as Eleições 2026

Auditoria descobre milhares de servidores ‘fantasmas’ em Secretarias do Governo do Rio

Uma investigação profunda na estrutura do funcionalismo público do Rio de Janeiro acendeu o alerta máximo no Palácio Guanabara. Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) em parceria com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) identificou milhares de servidores comissionados sem qualquer registro de atividade em secretarias estaduais.

O levantamento, coordenado pela gestão interina do governador em exercício Ricardo Couto, revelou cenários críticos onde o número de funcionários ausentes superava o contingente de trabalhadores na ativa. Até o momento, mais de 4 mil comissionados já foram exonerados.

O caso mais alarmante ocorreu, ironicamente, na Secretaria de Trabalho e Renda. A pasta registrou o pior índice de ociosidade do estado: 78% dos servidores comissionados não trabalhavam. Na prática, cerca de oito a cada dez funcionários do setor eram “fantasmas”.

O problema, contudo, ramifica-se por diversas áreas da administração pública. Outras oito secretarias apresentaram índices severos de absenteísmo:

  • Esporte: 75% de servidores sem comparecimento.
  • Turismo: 73% de ausências (três funcionários fantasmas para cada um ativo).
  • Ciência e Tecnologia: 65% de pessoal sem atividade.
  • Agricultura: 65% de faltas registradas.
  • Assistência Social: 59% de ociosidade.
  • Casa Civil: 58% de servidores sem trabalhar.
  • Saúde: 46% de cargos comissionados sem expediente.
  • Desenvolvimento Social: 44% de ausências detectadas.

A identificação dos suspeitos foi possível graças a uma força-tarefa tecnológica. Os investigadores cruzaram a folha de pagamento e o banco de dados dos funcionários com os registros de acessos aos sistemas digitais do governo. Além disso, a CGE monitorou as entradas e saídas nas catracas físicas dos prédios públicos.

O rombo financeiro impressiona pelo fato de ser parcial. O pente-fino analisou, até agora, apenas 20 dos 78 órgãos do governo estadual. O prejuízo mensal gerado pelas irregularidades nessas poucas unidades auditadas somava R$ 16,7 milhões. A tendência é que o valor total desviado salte significativamente com a continuidade das investigações nas demais repartições do Estado.