Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Brasil
Brasil mantém 72ª posição em ranking global de igualdade de gênero
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Brasil
Eleitor deve ativar e-Título até 3 de outubro para votar nas eleições de 2026
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Rio de Janeiro
Peças sacras furtadas de igrejas do Rio estão entre bens procurados pelo Iphan
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Rio de Janeiro
Casa Brasil recebe exposição do Acervo da Laje durante circuito da ArtRio
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Política
Câmara do Rio propõe repasse de R$ 75 milhões para novo centro infantil em Piedade
Comércio do Rio espera alta de 1,5% nas vendas durante a primavera
Rio de Janeiro
Comércio do Rio espera alta de 1,5% nas vendas durante a primavera
Rio amplia Rio Rotativo Digital e aumenta tempo máximo de estacionamento para 10 horas
Rio de Janeiro
Rio amplia Rio Rotativo Digital e aumenta tempo máximo de estacionamento para 10 horas

Por falta de provas, quatro em cada dez réus por integrar milícias no Rio são absolvidos pela Justiça

Imagem: Reprodução

Conforme apurado pelo Jornal Extra, no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), dos 82 processos judiciais entre 2013 e 2022, nos quais 204 acusados responderam por constituição de milícia privada no Rio, 38% dos réus foram absolvidos devido à falta de provas. A maioria das sentenças de absolvição se baseou na avaliação dos magistrados de que os elementos obtidos durante prisões em flagrante não eram suficientes para embasar uma condenação.

Contrastando com essa realidade, o governador Cláudio Castro tem enfatizado, nos últimos dias, que as ações do estado contra o crime organizado resultaram em prejuízos superiores a R$ 2,5 bilhões para as milícias e na prisão de mais de 1.500 milicianos. No entanto, os números de mandados de prisão podem não representar adequadamente a extensão dos crimes cometidos por esses grupos. No caso do miliciano Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faustão, que foi morto na última segunda-feira, desencadeando reações criminosas que geraram tumultos na Zona Oeste, havia apenas dois mandados de prisão em aberto, o mais recente relacionado ao homicídio de Jerônimo Guimarães, o Jerominho, fundador da Liga da Justiça. A polícia suspeita, no entanto, que Faustão tenha participado de mais de 20 homicídios, ainda não esclarecidos. Faustão ocupava a posição de número 2 na hierarquia da milícia, e sua morte foi comemorada pelo governador.

Dos três criminosos mencionados por Castro como os principais inimigos públicos atuais, apenas Danilo Dias Lima, conhecido como Tandera, possui um mandado de prisão em aberto por lavagem de dinheiro, como registrado no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) em uma decisão judicial de abril passado. Contudo, de acordo com investigações da própria Polícia Civil, Tandera já não ocupa uma posição de liderança nas milícias atuantes na Baixada e na Zona Oeste.