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Operação em presídios no Rio interrompe sinal de celular após ordem de execução

Os agentes da Seap utilizaram scanner de mão para checar esconderijos improvisados por presos para ocultar aparelhos celulares
Imagem: Agência Brasil

Quatro dias após uma videoconferência realizada de dentro da prisão, na qual traficantes ordenaram a execução de suspeitos ligados à morte dos médicos na Barra da Tijuca, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) conduziu uma operação de inspeção em dois presídios nesta segunda-feira (9).

Durante a busca, que fazia parte de uma megaoperação nas favelas sob controle do Comando Vermelho, o sinal de celular foi interrompido nas penitenciárias Gabriel Ferreira Castilho (Bangu 3) e Jonas Lopes de Carvalho (Bangu 4).

Os agentes da Seap utilizaram um scanner de mão, um equipamento adquirido este ano pelo governo estadual, para verificar esconderijos improvisados por detentos, onde aparelhos celulares e outros itens ilícitos eram ocultados dentro das celas, identificando objetos que, anteriormente, poderiam passar despercebidos.

Na madrugada da última sexta-feira (6), a polícia encontrou quatro corpos em dois carros abandonados em pontos distintos da Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, esses indivíduos seriam os responsáveis pelas mortes dos médicos ocorridas 24 horas antes.

A TV Globo apurou que a ação de quatro traficantes ligados ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro, no quiosque em frente ao Hotel Windsor, gerou grande desconforto na liderança da quadrilha, que inclui detentos de Bangu 3.

Uma reunião foi convocada, e todos os envolvidos se dirigiram para a localidade conhecida como Cabaret, no Complexo da Penha, que é dominada pelo Comando Vermelho. Durante uma videochamada, os líderes decidiram pela morte dos quatro suspeitos.