O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o uso de força militar na América Latina e no Caribe. Durante um discurso de quase 40 minutos na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22/09), em Nova York, ele afirmou que os Estados Unidos poderão usar seu poderio militar para defender interesses considerados estratégicos pelo governo americano.
Trump citou as ações dos Estados Unidos na Venezuela e afirmou que o país não permitirá que ameaças contra os interesses americanos avancem no Hemisfério Ocidental. Segundo ele, se necessário, os Estados Unidos usarão sua capacidade militar para garantir esses interesses.
O presidente americano também voltou a comparar os cartéis de drogas da América Latina ao grupo extremista Estado Islâmico, conhecido como ISIS. Trump afirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos foram acionadas para combater essas organizações.
Trump também mencionou o México. Ele disse manter boas relações com o governo da presidente Claudia Sheinbaum, mas afirmou que é inaceitável que os Estados Unidos façam fronteira com um país que, segundo ele, é um centro de atuação dos cartéis.
A posição do governo americano tem gerado críticas de autoridades da região. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum tem afirmado que o combate ao crime organizado não pode ser usado como justificativa para intervenções externas.
Antes do discurso de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou na Assembleia Geral e defendeu o respeito à soberania dos países e à não interferência em assuntos internos. Lula também criticou o avanço de conflitos e o enfraquecimento da diplomacia.






