O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta quinta-feira (24/09) o líder chinês, Xi Jinping, na Casa Branca, em Washington. O encontro é o terceiro entre os dois presidentes em menos de um ano e ocorre em meio a disputas comerciais e tecnológicas entre os dois países.
A visita de Xi é a primeira à Casa Branca em mais de dez anos. A agenda inclui comércio, inteligência artificial, Taiwan e a guerra no Irã. Os dois governos também discutem formas de evitar que conflitos em áreas como tecnologia e segurança aumentem a tensão entre as duas maiores economias do mundo.
Um dia antes da reunião, Estados Unidos e China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que estava prevista para terminar em novembro. A medida mantém as negociações entre os dois países enquanto novas questões comerciais são discutidas.
Trump afirmou que a inteligência artificial será um dos principais assuntos do encontro. O presidente americano também defendeu uma relação comercial mais equilibrada e citou a ampliação do acesso de produtos agrícolas dos Estados Unidos ao mercado chinês.
Xi, por sua vez, afirmou que os interesses dos dois países estão “profundamente entrelaçados” e defendeu a cooperação para evitar conflitos. O líder chinês também declarou que o desenvolvimento da inteligência artificial deve permanecer sob controle humano.
Taiwan e guerra no Irã
Taiwan é outro ponto de divergência. A China considera a ilha parte de seu território, enquanto os Estados Unidos mantêm uma política de apoio à capacidade de defesa de Taiwan.
A guerra no Irã também está entre os temas da reunião. Washington quer que Pequim use sua influência sobre Teerã para ajudar a reduzir o conflito. A China, por outro lado, tem criticado as operações militares dos Estados Unidos e de Israel na região.
Apesar da aproximação diplomática, permanecem diferenças sobre comércio, tecnologia, segurança e política internacional. Analistas ouvidos pela imprensa americana avaliam que o encontro deve buscar manter a estabilidade na relação, sem necessariamente resolver as principais disputas entre os dois países.






