Quaest: 49% dizem que Lula não é honesto; 42% têm a mesma opinião sobre Flávio Bolsonaro
Brasil
Quaest: 49% dizem que Lula não é honesto; 42% têm a mesma opinião sobre Flávio Bolsonaro
Chefe do tráfico do Morro do Fubá é morto em confronto com a PM em Cascadura
Rio de Janeiro
Chefe do tráfico do Morro do Fubá é morto em confronto com a PM em Cascadura
Banda Celebrare volta à Baixada Fluminense após 10 anos com show em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Banda Celebrare volta à Baixada Fluminense após 10 anos com show em Nova Iguaçu
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Brasil
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Brasil
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Região Serrana
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores

Reunião em Brasília: Governos do RJ e Federal criam força-tarefa contra lavagem de dinheiro das milícias

Ricardo Cappelli - Imagem: Reprodução

Foi marcada para esta segunda-feira (30) em Brasília uma reunião entre integrantes do governo federal e do governo do RJ para discutir a crise na segurança pública. Na semana anterior, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, e o governador Cláudio Castro (PL) anunciaram a formação de uma força-tarefa dedicada à investigação das fontes de lavagem de dinheiro das milícias e do tráfico de drogas.

O encontro, previsto para as 18h, na capital federal, contará com a participação não apenas de Cappelli, mas também do secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcus Amim; do secretário-chefe da Casa Civil do Rio de Janeiro, Nicola Miccione; do delegado do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, Gustavo Rodrigues; do delegado da Subsecretaria de Inteligência, Flávio Porto; além de procuradores do Ministério Público Federal e auditores federais.

O governador Cláudio Castro, do Estado do Rio de Janeiro, anunciou na terça-feira, 24 de outubro, a criação de um grupo de trabalho conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para investigar a lavagem de dinheiro envolvendo as máfias que atuam no território fluminense.

Essa parceria foi revelada após uma reunião com Cappelli, no contexto da colaboração entre os governos federal e estadual no combate às organizações criminosas. Na segunda-feira anterior, ataques em represália à morte de um miliciano em uma operação policial resultaram na queima de 35 ônibus e um trem.

O governador destacou a importância da integração entre as polícias Federal e Civil no combate à lavagem de dinheiro, ressaltando que esse é um aspecto crítico para asfixiar financeiramente as máfias. Ele enfatizou o desejo de obter resultados sustentáveis que enfraqueçam essas organizações criminosas e melhorem a qualidade de vida da população.

Antes desse anúncio, Cappelli já havia mencionado que a criação da força-tarefa visando “seguir o dinheiro do crime” havia sido uma sugestão de Castro. O governador informou que o grupo de trabalho contará com a participação de representantes de instituições de segurança e controle financeiro, como a Fazenda Estadual, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, entre outros.

Sobre a necessidade de intervenção federal, o governador enfatizou que não a vê como necessária neste momento e que a integração é a abordagem mais adequada. Pela manhã, Castro também defendeu penas mais rigorosas para o que ele chamou de “crimes de terrorismo”, como os ataques a meios de transporte. Ele ressaltou a importância de endurecer a legislação ou evitar que o estado se transforme em uma situação semelhante à de México e Colômbia.

O governador explicou que dos 12 detidos nos ataques, 5 permaneceram sob custódia, um menor foi apreendido, e 6 foram liberados devido à falta de provas, com a previsão de serem transferidos para presídios federais.