Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Flávio para discutir regras do segundo turno
Política
Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Flávio para discutir regras do segundo turno
Brasileiros têm R$ 5,8 bilhões esquecidos em bancos e empresas
Economia
Brasileiros têm R$ 5,8 bilhões esquecidos em bancos e empresas
Papa Leão XIV tem câncer de pulmão e passa por cirurgia em Roma
Mundo
Papa Leão XIV tem câncer de pulmão e passa por cirurgia em Roma
Câncer de mama em homens é descoberto com mais frequência em estágios avançados
Saúde
Câncer de mama em homens é descoberto com mais frequência em estágios avançados
Douglas Ruas promete diálogo com oposição e cobra revisão do orçamento para 2027
Estado
Douglas Ruas promete diálogo com oposição e cobra revisão do orçamento para 2027
Feriado de Aparecida termina com 68 mortes nas rodovias federais
Brasil
Feriado de Aparecida termina com 68 mortes nas rodovias federais
Denúncias de propaganda irregular crescem 73% em relação a 2022
Brasil
Denúncias de propaganda irregular crescem 73% em relação a 2022

Relatório aponta que Fifa negligenciou direitos humanos e priorizou lucro na Copa de 2026

Organização denuncia discriminação contra torcedores e jornalistas e critica homenagem da entidade a Donald Trump

reprodução

A Fifa priorizou receitas recordes em detrimento dos direitos humanos durante a Copa do Mundo de 2026, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (13) pela Sport & Rights Alliance. A organização aponta falhas na proteção de torcedores, jornalistas e profissionais no torneio realizado nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

De acordo com o documento, a entidade do futebol deixou grande parte da prevenção e da resposta a possíveis violações nas mãos dos governos e de autoridades locais. Faltaram, segundo a avaliação, fiscalização eficaz, orientações claras, recursos e mecanismos de responsabilização.

O relatório afirma que exigências para concessão de vistos, restrições de entrada e interrogatórios prolongados nas fronteiras dificultaram o deslocamento de participantes. Os obstáculos atingiram especialmente cidadãos de países submetidos a políticas migratórias mais restritivas, inclusive com seleções classificadas.

Em entrevista à Reuters, a diretora-executiva da organização, Andrea Florence, disse que os compromissos assumidos pela Fifa não se traduziram em ações suficientes. A federação adotou uma política de direitos humanos em 2017 e estabeleceu compromissos específicos para o Mundial.

A Sport & Rights Alliance também criticou a concessão do primeiro Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante dos questionamentos sobre as políticas migratórias do país.

Fifa defende sua atuação

Em resposta escrita obtida pela Reuters, o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, reconheceu que o levantamento apresenta preocupações importantes e identifica áreas que precisam avançar. Defendeu, porém, que a avaliação considere o relatório de direitos humanos e sustentabilidade que a própria entidade publicará, com informações adicionais sobre as medidas adotadas.

Em nota, a Fifa afirmou ter orgulho dos resultados da competição e reafirmou seus compromissos com governança e direitos humanos.

A Sport & Rights Alliance recomenda fiscalização independente, maior transparência e consequências para eventuais violações. Para a organização, a próxima eleição presidencial da Fifa e a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, representam oportunidades para fortalecer a proteção dos participantes desde o planejamento dos torneios.