Um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) morreu ao ser baleado em um tiroteio envolvendo outros policiais militares, na manhã deste domingo (11), na divisa da Gardênia Azul com a Freguesia, na Zona Sudoeste do Rio. Outros cinco agentes ficaram feridos.
De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do Bope realizava uma abordagem a um carro na Rua Guilherme Moreira, na fronteira entre os bairros. Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) viram a movimentação e, devido à baixa luminosidade no local, teriam confundido a abordagem com uma ação criminosa. Eles atiraram contra os agentes do Bope.
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, e outros cinco policiais foram atingidos, sendo quatro do Bope e um do 18º BPM. O grupo foi socorrido e encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Sudoeste.
Por meio de nota, a direção do Hospital Municipal Lourenço Jorge informou que seis policiais militares deram entrada na unidade na manhã de hoje, que dois deles passaram por cirurgia e estão estáveis, e outros três receberam alta hospitalar após avaliação. Concluiu dizendo que o agente Glaucio Marcelo já chegou sem vida ao hospital.
O agente era irmão de Héber Carvalho da Fonseca, um dos policiais mortos na megaoperação da Penha e do Alemão, que se tornou a ação mais letal da história do país. No dia 28 de setembro, o subtenente fez uma postagem dizendo que continuava com saudades do irmão, escrevendo um “até breve”.
“Nada faz sentido ainda. Todos os dias eu sinto sua falta. Hoje, você iria vibrar com a operação no Complexo da Maré. Você também faz falta no teatro de operações. Você fazia a diferença, mas é do meu irmão que eu sinto mais falta. Do seu sorriso, das resenhas e de tudo que tínhamos em comum. Não há um dia sequer que eu não sinta sua falta. Como é difícil sem você aqui. Sempre vou amar e lembrar de você. Até o meu último suspiro. Até breve irmão”, diz o texto.
Em seu perfil, Gláucio postava fotos e vídeos de trabalhos com o Bope. A última publicação foi feita na sexta-feira (9) com a legenda “Bora que o crime não para.”
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e a Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), apuram as circunstâncias da ocorrência.






