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Herdeiro de Milícia: ‘Faustão’ morto pela polícia tinha ligações com o Comando Vermelho

Matheus da Silva Rezende, de 25 anos, morreu em confronto com policiais civis na segunda (23). Miliciano foi um dos denunciados pela execução do ex-vereador Jerominho, em 2022
Imagem: Reprodução

Morto pela Polícia Civil nesta segunda-feira (23), Matheus da Silva Rezende, de 25 anos, conhecido como Faustão, era muito mais do que o sobrinho de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, na estrutura da maior milícia do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações da Polícia Civil, durante os últimos três meses, Faustão vinha intensificando seus laços entre a milícia e a facção de traficantes mais proeminente do estado, o Comando Vermelho (CV). Seu contato nessa conexão era Philip Motta Pereira, também conhecido como “Lesk,” que foi morto pela facção por seu envolvimento em quatro assassinatos de médicos na orla da Barra da Tijuca no início de outubro.

Desde o período em que Wellington da Silva Braga, conhecido como “Ecko,” irmão de Zinho, liderava a organização, Faustão era uma figura de confiança na milícia. Ele compartilhava a preferência por carregar um fuzil AK-47, assim como seu tio.

Acredita-se que a confiança da família em Faustão era tamanha que ele foi incumbido de levar seu tio, Ecko, a um local seguro para se esconder da polícia, embora Ecko tenha sido eventualmente descoberto e morto. Com Zinho assumindo o controle da milícia, Faustão se tornou um dos principais membros do grupo e estava envolvido na maioria dos conflitos com outros milicianos em disputas territoriais.

Faustão está sendo investigado por cerca de 20 assassinatos desses criminosos e também foi acusado de conspirar para assassinar o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, conhecido como “Jerominho.”

O Ministério Público Estadual afirma que Faustão desempenha o papel de “principal, chefe ‘presencial'” na organização criminosa, uma vez que Zinho não é visto nas comunidades sob seu domínio.

Segundo as investigações, Faustão detém o poder de tomada de decisões locais, com responsabilidades que incluem aquisição de armas de fogo, gestão de pagamentos e outras funções cotidianas na organização criminosa. Ele é considerado o sucessor natural de seu tio.

A Polícia Federal, em um inquérito que investiga a atuação da milícia na região, aponta Matheus Rezende, o Faustão, como uma das principais lideranças da quadrilha e o provável sucessor de Zinho. No entanto, enfatiza-se que a última palavra continua nas mãos de Zinho, e Faustão é um dos poucos com acesso direto a ele.

A investigação também revela conversas entre Rodrigo dos Santos, conhecido como “Latrell,” e Faustão sobre os planos da “velha guarda” da milícia para eliminar Zinho. Essas discussões ocorrem dentro do complexo penitenciário de Gericinó, envolvendo outros indivíduos, incluindo Jerominho e seu irmão Natalino José Guimarães.