Rio reforça ações contra dengue em 15 bairros nesta semana
Rio de Janeiro
Rio reforça ações contra dengue em 15 bairros nesta semana
Estação Carioca do MetrôRio terá orientação gratuita para MEIs
Rio de Janeiro
Estação Carioca do MetrôRio terá orientação gratuita para MEIs
João Gomes é confirmado como atração principal do Réveillon 2027 em Niterói
Niterói
João Gomes é confirmado como atração principal do Réveillon 2027 em Niterói
Erosão no litoral de Campos reacende o sinal de alerta
Norte Fluminense
Erosão no litoral de Campos reacende o sinal de alerta
TRE-RJ vai sortear 43 urnas para auditoria antes e durante a eleição
Política
TRE-RJ vai sortear 43 urnas para auditoria antes e durante a eleição
Festa Literária de Duque de Caxias reúne grandes nomes da literatura e da cultura brasileira
Baixada Fluminense
Festa Literária de Duque de Caxias reúne grandes nomes da literatura e da cultura brasileira
Helicóptero com cantor Rick é encontrado; não há sobreviventes
Brasil
Helicóptero com cantor Rick é encontrado; não há sobreviventes

Cientistas encontram antidepressivo no cérebro de tubarões no litoral do Rio

Pesquisa da UFRJ identificou resíduos de sertralina em tubarões-martelo e acende alerta sobre a poluição por medicamentos nos oceanos

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou a presença de sertralina, um dos antidepressivos mais utilizados no Brasil, no cérebro de tubarões-martelo capturados no litoral do estado do Rio de Janeiro.

A descoberta foi feita por cientistas do Projeto EcoShark, que monitora a saúde de tubarões na costa fluminense desde 2018. Segundo os pesquisadores, o medicamento foi encontrado em exemplares capturados acidentalmente por pescadores nas regiões do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Copacabana.

De acordo com o estudo, a contaminação ocorre porque parte dos medicamentos consumidos pela população é eliminada pelo organismo e segue para os sistemas de esgoto. Como as estações de tratamento não conseguem remover completamente esses compostos, resíduos acabam chegando ao mar e sendo absorvidos por organismos marinhos.

Os pesquisadores alertam que ainda não é possível afirmar quais efeitos a substância pode causar no comportamento ou na saúde dos tubarões. No entanto, a presença do antidepressivo no tecido cerebral dos animais levanta preocupações sobre os impactos da poluição química nos ecossistemas marinhos.

A pesquisa também chama atenção para a necessidade de ampliar o monitoramento ambiental, modernizar o tratamento de esgoto e investir em estudos sobre os efeitos de medicamentos na fauna marinha.

Os tubarões-martelo analisados pertencem a espécies consideradas ameaçadas de extinção e desempenham papel fundamental no equilíbrio dos oceanos.