Ex-vereadora Veronica Costa, é presa após condenação de 10 anos por tortura do ex-marido
Rio de Janeiro
Ex-vereadora Veronica Costa, é presa após condenação de 10 anos por tortura do ex-marido
Datafolha mostra disputa pelo Senado no Rio com Benedita em 19%, Jordy e Portinho com 12%
Política
Datafolha mostra disputa pelo Senado no Rio com Benedita em 19%, Jordy e Portinho com 12%
Datafolha: Lula chega a 40% e Flávio Bolsonaro mantém 36% no 1º turno
Brasil
Datafolha: Lula chega a 40% e Flávio Bolsonaro mantém 36% no 1º turno
Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão do cumprimento da pena no STF
Brasil
Defesa de Bolsonaro desiste de pedir suspensão do cumprimento da pena no STF
STF suspende cobranças e dá 60 dias para Rio e União renegociarem dívidas
Geral
STF suspende cobranças e dá 60 dias para Rio e União renegociarem dívidas
Parlamentares dos EUA enviam carta e pedem respeito ao resultado das eleições no Brasil
Política
Parlamentares dos EUA enviam carta e pedem respeito ao resultado das eleições no Brasil
Rio anuncia PPP para ampliar frota de ônibus elétricos a partir de 2027
Rio de Janeiro
Rio anuncia PPP para ampliar frota de ônibus elétricos a partir de 2027

Congresso derruba vetos de Lula e volta a proibir saidinha de presos

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Congresso Nacional derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à lei que restringe a saída temporária de presos, conhecida como saidinha. O tema foi analisado na tarde desta terça-feira (28), em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

Na lei aprovada pelos parlamentares, a concessão do benefício era proibida para condenados por crimes hediondos e violentos, como estupro, homicídio e tráfico de drogas. Mas Lula havia vetado o trecho, na mesma lei, que impedia a saída de presos do regime semiaberto, condenados por crimes não violentos, para visitar as famílias. Até então, presos que estavam no semiaberto, que já tinham cumprido um sexto do total da pena e com bom comportamento, poderiam deixar o presídio por cinco dias para visitar a família em feriados, estudar fora ou participar de atividades de ressocialização.

Com a rejeição do veto pelos parlamentares, os detentos ficam impedidos de deixar as prisões em feriados e datas comemorativas, como Natal e Dia das Mães, mesmo para aqueles do semiaberto.

A saída para estudos e trabalho continua permitida. Os critérios a serem observados para concessão são: comportamento adequado na prisão; cumprimento mínimo de 1/6 da pena, se o condenado for primário, e 1/4, se reincidente; e compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

O trecho que havia sido vetado por Lula, agora, vai à promulgação.

O senador Sergio Moro (União-PR), autor da emenda que permitiu a saída de presos para estudar, defendeu a derrubada do veto presidencial. Para ele, a saída para atividades de educação e trabalho é suficiente para a ressocialização. O senador classificou o veto ao fim das saídas em feriados como “um tapa na cara da sociedade” e um desserviço ao país.

“O preso do semiaberto, hoje, sai de quatro a cinco vezes ao ano, nos feriados. Muitos deles não voltam, o que traz uma série de dificuldades à polícia, que tem que ir buscá-los, comprometendo o trabalho normal de vigilância e proteção do cidadão, e o que é a pior parte: esses presos liberados cometem novos crimes”, disse Moro.

Com a nova lei, passou a ser obrigatória a realização de exame criminológico para que o preso possa progredir do regime fechado para o semiaberto, e assim ter acesso ao direito às saidinhas. Os presos que progridem do regime semiaberto para o aberto devem ser obrigatoriamente monitorados eletronicamente, por meio de tornozeleiras eletrônicas.

Segundo o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), dos 835 mil presos no país, apenas 182 mil terão direito ao benefício das saídas temporárias. Para ele, acabar com esse benefício é deixar ainda mais caótica a situação das penitenciárias do país e privar os apenados da ressocialização adequada.

“É querer agregar caos ao caos que já é o sistema penitenciário brasileiro. É cruel, é de uma crueldade incomum. Eu fico com dificuldade de entender como aqueles que sempre propagam os valores cristãos da fraternidade, da igualdade, da justiça, da busca da paz, defendem essa medida”, criticou. “Convívio familiar é fundamental”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasil