O Banco Central informou que ainda existem R$ 5,79 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, com dados referentes a agosto de 2026. O dinheiro pode ser resgatado por pessoas físicas, inclusive em nome de pessoas falecidas, e por empresas, por meio do Sistema Valores a Receber.
Do total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são destinados a 2,36 milhões de empresas. O montante representa um aumento de 2,6% em relação a julho, quando havia R$ 5,65 bilhões disponíveis para resgate.
Os valores estão distribuídos entre diferentes instituições. Os bancos concentram a maior parte, com R$ 2,46 bilhões, seguidos pelas administradoras de consórcios, com R$ 1,97 bilhão, e pelas cooperativas de crédito, que reúnem R$ 805,6 milhões.
A maior parte dos beneficiários tem pequenas quantias a receber. Segundo o levantamento, 69,4% dos valores são de até R$ 10. Outros 18,95% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Já 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil disponíveis.
Como consultar e resgatar
A consulta deve ser feita gratuitamente no site oficial do Banco Central, pelo endereço valoresareceber.bcb.gov.br. Para verificar se há dinheiro disponível, pessoas físicas precisam informar o CPF e a data de nascimento. Empresas devem utilizar os dados solicitados pela plataforma.
Para solicitar o resgate, pode ser necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. O beneficiário deve conferir as informações e seguir as orientações para receber o dinheiro. Caso não tenha uma chave Pix, será necessário entrar em contato com a instituição responsável para combinar outra forma de pagamento.
O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e não exige o pagamento de intermediários. O órgão também não envia links nem entra em contato para pedir senhas ou dados pessoais. Por isso, a recomendação é utilizar apenas o endereço oficial e desconfiar de mensagens que prometam liberar valores mediante pagamento.






