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TSE descarta restringir canais de WhatsApp antes das eleições

Presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, afirma que proposta para limitar canais com mais de 200 mil usuários não será discutida antes da votação

Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou nesta quarta-feira (21/10) que a Corte não pretende restringir canais de WhatsApp com mais de 200 mil usuários nas 48 horas anteriores às eleições. Segundo ele, a proposta não está na pauta e não será votada antes do pleito.

Nunes Marques descartou convocar uma reunião extraordinária para discutir o tema e afirmou ser contrário a mudanças nas regras eleitorais de última hora. O ministro também informou que haverá apenas uma sessão do tribunal antes da votação.

A possibilidade de restrição ganhou repercussão depois que o ministro André Mendonça, também integrante do TSE, elaborou uma minuta com uma proposta sobre o funcionamento desses canais. De acordo com Nunes Marques, o assunto está superado e não será levado à votação enquanto ele estiver à frente da Presidência do tribunal.

A medida poderia afetar canais de grande alcance usados por apoiadores de candidatos. Entre eles está o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones, que reúne milhões de inscritos e mobiliza apoiadores do presidente nas redes.

A campanha de Flávio Bolsonaro já havia apresentado representações ao TSE para pedir a retirada do canal de Janones do ar. O espaço chegou a ser suspenso por decisão de Nunes Marques, mas voltou a funcionar.

Uma eventual restrição também poderia atingir o “Tropa do Flávio”, canal de apoio ao senador Flávio Bolsonaro no WhatsApp, que, segundo as informações divulgadas, reúne cerca de 2 milhões de inscritos.

TSE discute restrição a canais políticos de WhatsApp com mais de 200 mil seguidores