O Sistema Único de Saúde (SUS) começa a oferecer, nesta semana, nove novos medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, os remédios atendem a 13 indicações terapêuticas e beneficiam pacientes com tumores de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide, entre outros.
Muitos desses tratamentos eram aguardados havia mais de dez anos na rede pública. Embora a maioria já tivesse sido incorporada ao SUS, os medicamentos ainda não estava disponível de forma efetiva nos serviços de saúde.
Inicialmente, os remédios serão distribuídos em 20 centros de tratamento, localizados em diferentes regiões do país. A previsão do Ministério da Saúde é ampliar a oferta para todos os centros até o fim de 2026.
Veja quais são os nove medicamentos
- Trastuzumabe: indicado para câncer de estômago ou da junção entre o estômago e o esôfago.
- Abemaciclibe: utilizado no tratamento do câncer de mama em estágio inicial, com características específicas.
- Acetato de lanreotida: indicado para determinados tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: destinado ao tratamento do câncer de rim de células claras em estágio metastático.
- Rituximabe: utilizado no tratamento de leucemia linfocítica crônica e diferentes tipos de linfoma.
- Abiraterona: indicada para diferentes estágios do câncer de próstata, conforme as características da doença.
- Gefitinibe: utilizado no tratamento inicial de determinados casos de câncer de pulmão de não pequenas células.
- TSH recombinante (alfatirotropina): indicado para pacientes com câncer diferenciado de tireoide que precisam realizar tratamento com iodo radioativo.
- Sunitinibe: destinado a determinados casos de câncer de rim metastático e de tumores gastrointestinais avançados, especialmente quando outros tratamentos não apresentam os resultados esperados.
A escolha do medicamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das características de cada paciente.
De acordo com o Ministério da Saúde, a expectativa é que outros 23 medicamentos sejam disponibilizados até o fim do ano. Com isso, a previsão é ampliar em 35% as opções de tratamento contra o câncer na rede pública.
SUS também vai ampliar rastreamento do câncer de intestino
Outra medida anunciada é a implantação gradual do rastreamento do câncer colorretal, que afeta o intestino grosso e o reto. A partir de novembro, o Ministério da Saúde prevê distribuir 400 mil testes imunoquímicos fecais, conhecidos como FIT, em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cidades e capitais com mais de 500 mil habitantes.
A estratégia será voltada a homens e mulheres entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas da doença. O teste identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer.
Os resultados ajudarão a identificar quem precisa realizar uma colonoscopia para investigar possíveis alterações e confirmar o diagnóstico. Segundo as informações divulgadas, o exame pode alcançar até 92% de precisão.






