Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño realiza primeira plenária
Estado
Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño realiza primeira plenária
Começa hoje a Primeira Semana de Arte do Rio com mais de 400 atrações
Rio de Janeiro
Começa hoje a Primeira Semana de Arte do Rio com mais de 400 atrações
Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 102 milhões
Geral
Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 102 milhões
Fluminense avança às semifinais da Libertadores mesmo com derrota para o Platense
Esportes
Fluminense avança às semifinais da Libertadores mesmo com derrota para o Platense
Vasco vence Santa Fe e se classifica para a semifinal da Sul-Americana
Esportes
Vasco vence Santa Fe e se classifica para a semifinal da Sul-Americana
Polícia fecha fábrica clandestina de linha chilena na Zona Oeste do Rio
Rio de Janeiro
Polícia fecha fábrica clandestina de linha chilena na Zona Oeste do Rio
Secretário de Defesa dos EUA enfrenta pedido de impeachment por guerra no Irã
Mundo
Secretário de Defesa dos EUA enfrenta pedido de impeachment por guerra no Irã

STF começa a julgar Eduardo Bolsonaro nesta 3ª por coação à Justiça

Eduardo Bolsonaro teria atuado nos EUA para incentivar sanções contra ministros do STF e medidas econômicas contra o Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira,  o julgamento da ação penal que tem como réu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O político é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de coação no curso do processo, em um caso que envolve suposta articulação junto a autoridades dos EUA para pressionar integrantes da mais alta Corte do país.

O processo representa mais um capítulo da disputa jurídica envolvendo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e chega à fase de julgamento após a denúncia ter sido aceita por unanimidade pelos ministros da Primeira Turma em novembro de 2025.

Segundo a acusação apresentada pela PGR, Eduardo Bolsonaro teria atuado nos Estados Unidos para incentivar a adoção de sanções contra ministros do STF e medidas econômicas contra o Brasil, vinculando tais iniciativas a decisões tomadas pela Corte.

De acordo com a denúncia, o ex-deputado teria buscado convencer autoridades dos EUA a adotarem medidas contra magistrados brasileiros, incluindo a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes.

A Procuradoria sustenta que Eduardo utilizou entrevistas, declarações públicas e publicações em redes sociais para defender sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro. Entre os elementos apontados pela acusação está a associação feita pelo ex-parlamentar entre o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros e decisões do Supremo.

A denúncia destaca que ele chegou a se referir ao aumento tarifário como “tarifa Moraes”, numa tentativa de relacionar a medida comercial ao trabalho desempenhado pelo ministro da Corte.

Para a PGR, a conduta teria como objetivo pressionar autoridades brasileiras por meio da atuação de agentes estrangeiros, configurando o crime de coação à Justiça.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Durante a tramitação da ação penal, ele não compareceu ao interrogatório marcado pelo Supremo e também não indicou advogado para representá-lo no processo.

Diante da ausência de defesa constituída, a Defensoria Pública da União (DPU) assumiu sua representação judicial.

A atuação da DPU incluiu uma série de questionamentos sobre a condução do processo. Entre eles, um pedido para que o julgamento fosse adiado e outro para que o ministro Alexandre de Moraes deixasse a relatoria do caso.

Os defensores argumentaram que Moraes seria uma das supostas vítimas mencionadas na denúncia apresentada pela Procuradoria, o que, na avaliação da defesa, justificaria seu impedimento para atuar no processo.