Ouça agora

Ao vivo

Vítima morta durantge comício de Donald Trump é identificada
Destaque
Vítima morta durantge comício de Donald Trump é identificada
Morre escritor e jornalista Sérgio Cabral Santos aos 87 anos
Destaque
Morre escritor e jornalista Sérgio Cabral Santos aos 87 anos
FBI identifica atirador que tentou matar Donald Trump
Destaque
FBI identifica atirador que tentou matar Donald Trump
Donald Trump sofre atentado durante um comício de sua candidatura à presidência dos EUA
Destaque
Donald Trump sofre atentado durante um comício de sua candidatura à presidência dos EUA
Vestibular Uerj 2025: inscrições para o 2º Exame de Qualificação
Destaque
Vestibular Uerj 2025: inscrições para o 2º Exame de Qualificação
Julgamento de Alec Baldwin por homicídio culposo é anulado por ocultação de provas
Destaque
Julgamento de Alec Baldwin por homicídio culposo é anulado por ocultação de provas
Queimados promove quarta edição da Colônia de Férias no Horto
Baixada Fluminense
Queimados promove quarta edição da Colônia de Férias no Horto

PF diz ter provas robustas de que ex-diretor da PRF agiu para prejudicar votação de Lula

Silvinei Vasques foi levado para a Superintendência da PF, em Brasília. Ele foi preso nesta quarta-feira a pedido do Supremo Tribunal Federal
Foto: Vinícius Schmidt

Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), preso em Florianópolis (SC), foi levado na tarde desta quarta-feira (09) para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele será ouvido na manhã desta quinta (10) e, em seguida, transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, na capital federal. Ele é investigado por suposta interferência no segundo turno das eleições de 2022.

De acordo com as investigações, integrantes da Polícia Rodoviária Federal teriam direcionado recursos humanos e materiais com o intuito de dificultar o trânsito de eleitores no dia 30/10/2022. Os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro de 2022, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste do país sob a alegação de monitorar o transporte de eleitores. As ações foram suspensas após determinação da Justiça Eleitoral.

Segundo a PF, os crimes investigados incluem:

  • prevaricação (que é quando um servidor público deixa de exercer o seu dever),
  • violência política (impedir, com emprego de violência física, sexual ou psicológica, o exercício de direitos políticos),
  • impedir ou atrapalhar a votação (crime previsto no Código Eleitoral).

A PF também cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, no Distrito Federal, em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte contra diretores da PRF na gestão Silvinei.

Confira a lista de outros alvos da operação.

  • Luis Carlos Reischak, ex-diretor de Inteligência;
    Rodrigo Hoppe, ex-diretor de Inteligência Substituto;
  • Wendel Benevides, ex-corregedor-geral;
    Bruno Nonato, ex-PRF e hoje na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT);
  • Anderson Frazão, ex-coordenador-geral de Gestão Operacional;
  • Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações; e
    Antonio Melo Schlichting Junior, ex-coordenador-geral de Combate ao Crime.

Ainda como parte da operação, batizada de Constituição Cidadã, a Polícia Federal deve ouvir 47 membros da PRF.

Leia a íntegra da nota da PRF:

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a Operação Constituição Cidadã, que resultou na prisão do ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, ocorrida na manhã desta quarta-feira (9), em Florianópolis (SC), e no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), determinados pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O Corregedor-Geral da PRF, Vinícius Behrmann, acompanha a operação, desde o início da manhã, na Sede da Polícia Federal, em Brasília. A PRF colabora com as autoridades que investigam as denúncias de interferência do ex-diretor-geral no segundo turno das eleições para a Presidência da República, em 30 de outubro de 2022, com o fornecimento de dados referentes ao trabalho da instituição, como o número de veículos fiscalizados e multas aplicadas nas rodovias federais.

Paralelamente às investigações no STF, foram abertos três processos administrativos disciplinares, no âmbito da PRF, para apurar a conduta do ex-diretor-geral. Os procedimentos foram encaminhados à Controladoria-Geral da União (CGU), órgão com competência para apurar a conduta do ex-diretor-geral da PRF.