O governador eleito, Douglas Ruas, reúne-se nesta terça-feira com o desembargador Ricardo Couto para dar início à transição. O encontro não se limitará aos ajustes entre as equipes responsáveis pela troca de informações sobre a gestão. Devem ser acordadas medidas imediatas de interesse do novo governo, como a alteração da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que prevê déficit de quase R$ 14 bilhões.
Ruas já declarou que não aceita a aprovação de um orçamento com desequilíbrio tão acentuado. Quer cortar despesas dos três Poderes para adequá-las à previsão de receita. Segundo o governador eleito, nos últimos cinco anos, a arrecadação cresceu 21%, enquanto as despesas dos Poderes avançaram em proporção maior. Esse será o ponto nevrálgico da negociação entre o governo eleito e a gestão interina, liderada por Ricardo Couto.
A Firjan e a Fecomércio já ofereceram espaço para a instalação da equipe de trabalho do novo governo. É provável que a escolha recaia sobre a sede da Federação das Indústrias, na Avenida Graça Aranha, no Centro, pela proximidade com a Assembleia Legislativa, onde Douglas Ruas e seus assessores diretos ainda despacham.
O nome mais cotado para coordenar a equipe de transição é o de Maria Gabriela Bessa, socióloga e gestora pública que sucedeu Ruas após sua desincompatibilização para a campanha. Tecnicamente preparada, ela tem a absoluta confiança do novo mandatário fluminense e é especialista em Política e Planejamento Urbano.
Douglas Ruas já definiu a maior parte dos nomes de seu futuro secretariado, mas ainda não fez os convites. Nesta semana, o perfil da equipe deve ganhar contornos mais nítidos.






