Preso tenta deixar Bangu 3 com alvará de soltura falso
Rio de Janeiro
Preso tenta deixar Bangu 3 com alvará de soltura falso
Polícia Civil prende suspeito de participar de assalto que baleou arqueóloga no Leblon
Mais Quentes
Polícia Civil prende suspeito de participar de assalto que baleou arqueóloga no Leblon
Nova York proíbe passeios com carruagens puxadas por cavalos
Mundo
Nova York proíbe passeios com carruagens puxadas por cavalos
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 230 milhões; próximo sorteio será neste sábado
Brasil
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 230 milhões; próximo sorteio será neste sábado
Dois homens morrem e outro fica ferido após carro ser alvo de tiros na Taquara
Mais Quentes
Dois homens morrem e outro fica ferido após carro ser alvo de tiros na Taquara
Eleitores de Itaguaí vão votar duas vezes no domingo
Baixada Fluminense
Eleitores de Itaguaí vão votar duas vezes no domingo
Big Real Data: Flávio tem 52% das intenções de voto, ante 48% do petista.
Eleições 2026
Big Real Data: Flávio tem 52% das intenções de voto, ante 48% do petista.

RJ assina adesão ao Propag e vai renegociar dívida de R$ 210 bilhões

O valor das parcelas mensais da dívida deve cair de cerca de R$ 490 milhões para R$ 113 milhões.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, assinaram nesta segunda-feira (22) a adesão do RJ ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Com isso, o estado deixa o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), onde estava desde 2022.

Com o nome de Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), a medida oferece uma alternativa aos estados para retomar os pagamentos das dívidas com a União com juros reais (acima da inflação) variando entre 0% e 2%.

A iniciativa prevê a renegociação da dívida do Rio com a União, que já ultrapassa R$ 210 bilhões.

A medida é vista pelo governo estadual como um alívio para as contas públicas. Com a entrada no programa, o Rio poderá refinanciar o débito em um prazo de até 30 anos, com uma redução significativa dos juros. “É importante lembrar que o RJ pagava uma dívida de R$ 1,3 bilhão e vai pagar agora R$ 110 milhões. É uma coisa muito, muito razoável”, disse Lula. “Vai sobrar mais dinheiro para administrar o Rio de Janeiro. E uma parte tem que ser alocada em políticas sociais, de preferência em 2 áreas que são cruciais: saúde e educação”, explicou o presidente.

Lula definiu o Propag como “um acordo civilizatório entre entes federados”. “Criamos condições objetivas para que o estado pudesse saldar a sua dívida. Ao mesmo tempo, a União fica feliz porque poderia receber aquilo que o estado lhe devia.”

O governador afirmou que a assinatura do Propag “é uma data histórica para o RJ”. “Agradeço muito a compreensão da Presidência da República. Estamos saindo de um débito de mais de R$ 200 bilhões e entrando para um débito de R$ 160 bilhões alongados. Isso representa uma economia a longo prazo de mais de R$ 40 bilhões”, discursou Couto. “Essa economia não significa que há perda para investimentos; ao contrário, essa economia projeta o estado para cumprir a sua função de prestar atividade à coletividade, à sociedade”, emendou.

reprodução

Dados do Tesouro Nacional indicam que o Rio de Janeiro é o segundo estado mais endividado do país.

Atualmente, o débito com a União é corrigido pela inflação (IPCA) mais juros de 4% ao ano. Pelo Propag, a correção continua sendo feita pela inflação, mas os juros serão menores, podendo variar entre 2%, 1% ou até zero.

Para alcançar juros reais zerados, objetivo do governo do estado, o Rio terá que cumprir uma série de exigências. Entre elas estão limites para o crescimento de gastos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de compromissos de investimento em áreas como ensino técnico, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente.

Outra contrapartida será o repasse de recursos a um fundo federal, destinado a compensar estados menos endividados ou que não têm dívidas com a União.

Ao aderir ao programa, o estado também terá que dar uma entrada equivalente a 20% do total devido. Para viabilizar esse pagamento inicial, o governo já propôs a cessão de parte de receitas futuras.

De acordo com o governo federal, o valor das parcelas mensais da dívida deve cair de cerca de R$ 490 milhões para R$ 113 milhões. Os pagamentos, no entanto, voltarão a crescer gradualmente ao longo dos primeiros cinco anos.