O Governo do Estado do Rio de Janeiro publicou, nesta quarta-feira (14/10), a Política de Inteligência Artificial Fluminense (PIAF). A iniciativa estabelece diretrizes para o uso da tecnologia nos órgãos estaduais, com o objetivo de agilizar o atendimento à população, simplificar procedimentos e melhorar os serviços públicos.
A política é coordenada pelas secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação e de Transformação Digital, junto com o Proderj. A inteligência artificial poderá ser usada para analisar informações, ajudar no planejamento de ações e tornar as rotinas administrativas mais eficientes. O uso das ferramentas deverá seguir princípios como transparência e proteção de dados pessoais.
A medida também prevê a criação de um Fórum de Inteligência Artificial, com representantes do governo, de universidades, da sociedade civil e do setor produtivo. Outro órgão previsto é um Comitê de Ética, que deverá acompanhar e orientar o uso da tecnologia para garantir que a inovação respeite os direitos dos cidadãos.
A elaboração da política contou com a participação de instituições como o Sebrae, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Banco Mundial e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Especialistas e cidadãos também contribuíram com opiniões sobre expectativas, preocupações e confiança no uso da inteligência artificial.
Capacitação de servidores
O governo estadual também vem promovendo treinamentos para preparar servidores públicos para o uso da inteligência artificial. As capacitações são realizadas em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Google e abordam formas de aplicar a tecnologia na execução de tarefas, na análise de informações e na simplificação de processos.
A expectativa é ampliar o uso responsável dessas ferramentas na administração estadual e identificar oportunidades para melhorar os serviços oferecidos à população.






