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Ricardo Couto veta ampliação do Bilhete Único e cita impacto nas contas do estado

Governo em exercício afirma que medida aumentaria gastos com subsídios no transporte e poderia comprometer o equilíbrio financeiro

Foto: Reprodução

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, vetou integralmente o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj) que ampliava o alcance do Bilhete Único Intermunicipal para mais municípios da Região Metropolitana.

A proposta atualizava a lista de cidades atendidas pelo benefício, com o objetivo de ampliar o acesso ao transporte público e reduzir os custos para os passageiros.

Ao justificar a decisão, Couto reconheceu a importância da iniciativa, mas afirmou que a medida poderia gerar aumento significativo das despesas do estado. Segundo o governo, o Bilhete Único funciona como um subsídio, no qual o poder público paga parte do valor das passagens.

De acordo com a Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana, a inclusão de novos municípios elevaria o número de usuários beneficiados e, consequentemente, os gastos com o programa.

Outro argumento apresentado foi a ausência de uma estimativa do impacto financeiro da proposta e de indicação sobre a origem dos recursos necessários para custear a ampliação do benefício.

O governo também alegou que mudanças desse tipo são de competência do Poder Executivo, por envolverem a gestão do sistema de transporte e dos contratos de concessão.

Com o veto, o projeto retorna à Alerj, que ainda poderá decidir se mantém ou derruba a decisão do governador em exercício.