A Ponte Rio-Niterói será um dos trechos de rodovias federais no Rio de Janeiro a receber testes de um novo sistema de fiscalização que calcula a velocidade média dos veículos durante um determinado percurso.
A tecnologia funciona de maneira diferente dos radares convencionais. Em vez de verificar apenas a velocidade do veículo em um ponto específico, o sistema registra o momento em que o carro passa pelos equipamentos no início e no fim do trecho e calcula quanto tempo foi necessário para percorrer a distância.
Na Ponte Rio-Niterói, o projeto-piloto será realizado no sentido Niterói, entre os quilômetros 323,7 e 332,72, em um trecho de 9 quilômetros. A autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, prevê um período experimental de 180 dias, contado a partir da implantação e do início do monitoramento.
Nesta fase, os motoristas não serão multados exclusivamente com base na velocidade média registrada pelo sistema. Segundo a ANTT, o objetivo é avaliar a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos usuários e o desempenho da tecnologia em condições reais de operação.
Além da Ponte, outros quatro trechos de rodovias concedidas no estado do Rio de Janeiro foram autorizados para os testes.
Na BR-101, entre Itaboraí e São Gonçalo, o monitoramento será feito nos dois sentidos: do quilômetro 298,6 ao 313, no sentido Norte, e do quilômetro 298,3 ao 314,39, no sentido Sul.
Na BR-116, os testes serão realizados em Nova Iguaçu, no trecho entre os quilômetros 182,085 e 173,460, no sentido Norte; e em Teresópolis, entre os quilômetros 64,350 e 69,550, no sentido Sul.
A ANTT informou que projetos-piloto semelhantes foram autorizados em diferentes concessões rodoviárias do país. Os resultados dos testes poderão ser utilizados para avaliar a eventual aplicação futura da tecnologia em rodovias federais concedidas.






