O Psol reagiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmou o fim da disputa pelo governo do Rio de Janeiro no primeiro turno e abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL). Em nota, a direção estadual do partido criticou o resultado e afirmou que fará oposição ao novo governador nas ruas e na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
O partido havia recorrido à Justiça Eleitoral para tentar garantir a realização do segundo turno. Para o Psol, a análise dos registros de candidatura deveria ter sido concluída antes da votação. A legenda também defendia que a desistência do recurso apresentada por Anthony Garotinho (Republicanos) após a eleição não poderia retirar dos eleitores a possibilidade de voltar às urnas.
Com a anulação dos 274.411 votos de Garotinho, Douglas Ruas passou a ter mais de 50% dos votos válidos, o que permite sua eleição no primeiro turno. O Psol afirma que a decisão do TSE impediu uma nova escolha entre os candidatos mais votados.
A legenda também criticou a continuidade do grupo político ligado ao atual governador Cláudio Castro (PL). Na avaliação do partido, a eleição de Ruas representa a continuidade da gestão estadual e do que classificou como um “projeto desastroso de Cláudio Castro para o estado do Rio de Janeiro”.
O Psol afirmou que vai se posicionar contra medidas do futuro governo que considere prejudiciais à população. A legenda prometeu atuar “nas ruas, na Assembleia Legislativa e em todos os espaços de atuação política” para defender os serviços públicos, direitos sociais, meio ambiente e trabalhadores.
Além da atuação no Rio, o partido declarou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será uma das principais prioridades no segundo turno da eleição presidencial. A legenda pretende participar de mobilizações populares e movimentos de juventude em apoio ao candidato.






