Ouça agora

Ao vivo

Macaé ganha novas redes de esgoto na Aroeira
Norte Fluminense
Macaé ganha novas redes de esgoto na Aroeira
Itaipuaçu recebe evento Passaporte em Ação
Maricá
Itaipuaçu recebe evento Passaporte em Ação
Petrópolis tem 82 hectares de área queimada no primeiro semestre do ano
Destaque
Petrópolis tem 82 hectares de área queimada no primeiro semestre do ano
Eleições Municipais têm mulheres como maioria do eleitorado, revela TSE
Brasil
Eleições Municipais têm mulheres como maioria do eleitorado, revela TSE
Eduardo Paes lança candidatura à reeleição, mas ainda sem o nome do vice. Pedro Paulo é o preferido
Política
Eduardo Paes lança candidatura à reeleição, mas ainda sem o nome do vice. Pedro Paulo é o preferido
Prouni terá mais de 240 mil bolsas no segundo semestre
Brasil
Prouni terá mais de 240 mil bolsas no segundo semestre
Projeto de Judô transforma vida de 280 crianças em Japeri
Baixada Fluminense
Projeto de Judô transforma vida de 280 crianças em Japeri

Lula abre debates na ONU após 14 anos

Lula deve abordar desigualdade, clima e paz na abertura da Assembleia-Geral
Imagem: Reprodução

Nesta terça-feira, 19 de setembro, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, membro do Partido dos Trabalhadores (PT), deu início aos debates na 78ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU). A tradição estabelece que o representante do Brasil seja o primeiro a proferir seu discurso na reunião anual realizada em Nova York, nos Estados Unidos.

Este retorno de Lula ao palco da ONU ocorre após um intervalo de 14 anos desde sua última participação como presidente na Assembleia-Geral de 2009. Durante seu discurso, ele pretende abordar temas cruciais que têm sido discutidos em suas reuniões com outros líderes ao longo de 2023, conforme informou a colunista Julia Duailibi, do G1. Alguns desses temas incluem:

  1. Combate à fome e à desigualdade.
  2. Defesa da paz e fim do conflito na Ucrânia.
  3. Luta contra as mudanças climáticas.
  4. Pressão por recursos financeiros dos países ricos para a preservação das florestas.
  5. Promoção da democracia.
  6. Reforma da governança global, incluindo a revisão do Conselho de Segurança da ONU.

Lula chegou a Nova York no sábado, marcando sua segunda visita aos Estados Unidos durante seu terceiro mandato presidencial. Ele aproveitará a Assembleia-Geral para realizar uma série de reuniões com outros líderes.

Na quarta-feira, 20 de setembro, está previsto que Lula se encontre separadamente com o presidente dos EUA, Joe Biden, e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

A Assembleia-Geral, realizada anualmente em Nova York, é uma plataforma na qual chefes de Estado e de governo, bem como ministros dos países membros da ONU, compartilham conquistas, prioridades e preocupações de suas administrações, além de apresentarem suas visões para o desenvolvimento global.

Lula volta à ONU como o presidente brasileiro que mais vezes discursou na abertura da Assembleia-Geral, marcando sua oitava participação no evento. Nos mandatos anteriores, ele esteve ausente apenas no debate-geral de 2010.

Embora a tradição de abrir o debate na ONU remonte à década de 1940, o primeiro presidente brasileiro a discursar na Assembleia-Geral foi João Baptista Figueiredo, em 1982. Desde a redemocratização do país, apenas Itamar Franco (1992-1994) não compareceu à reunião de líderes globais.

Desde sua estreia na ONU em 2003, Lula tem enfocado esforços globais de combate à fome, redução do desmatamento na Amazônia e a promoção de energias renováveis, como etanol e biodiesel. Em 2007, ele destacou os esforços brasileiros na redução do desmatamento, enfatizando a responsabilidade do Brasil sobre a Amazônia.

Dois anos depois, Lula instou os países desenvolvidos a se empenharem na luta contra as mudanças climáticas e defendeu uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para torná-lo mais inclusivo e moderno.