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Prefeitura do Rio troca cabos de semáforos para tentar conter furtos

Projeto-piloto teve início nesta quarta-feira (26) e será implantado inicialmente em áreas do Grande Méier e da Grande Tijuca, que concentram cerca de 25% das ocorrências registradas na cidade em 2026.

A Prefeitura do Rio começou a substituir cabos de cobre dos semáforos por materiais sem valor comercial em regiões com alta incidência de furtos. O projeto-piloto teve início nesta quarta-feira (26) e será implantado inicialmente em áreas do Grande Méier e da Grande Tijuca, que concentram cerca de 25% das ocorrências registradas na cidade em 2026.

As intervenções incluem vias como a Avenida Marechal Rondon, a Rua 24 de Maio e o Boulevard 28 de Setembro. O anúncio oficial da medida está previsto para esta sexta-feira (28).

Segundo a CET-Rio, os furtos de cabos já provocaram mais de R$ 26,6 milhões em prejuízos desde 2021, considerando os custos para restaurar a sinalização. Apenas no primeiro semestre de 2026, foram gastos R$ 2,8 milhões, contra R$ 2,2 milhões no mesmo período de 2025.

A medida prevê a instalação dos chamados “cabos laranja”, que não têm valor comercial, além da substituição das caixas utilizadas no sistema por modelos sem valor de revenda. A expectativa é reduzir em pelo menos 75% os furtos nas regiões escolhidas.

O problema também tem impacto direto na segurança viária. Na noite de terça-feira (25), um motociclista morreu após bater em um ônibus na Tijuca. Testemunhas afirmaram que o semáforo do cruzamento entre as ruas São Francisco Xavier e Radialista Waldir Amaral estava apagado.

O local é apontado como o cruzamento com maior número de furtos de cabos na cidade. Desde o início do ano, foram registradas pelo menos 77 ocorrências.

Entre 2024 e 2025, a quantidade de cabos furtados aumentou 30,71%, passando de 82.092 para 107.304 metros. De acordo com a CET-Rio, o crescimento eleva os custos de reposição e aumenta o tempo necessário para restabelecer os semáforos.

A prefeitura prevê investir R$ 1,95 milhão na mudança. Segundo a CET-Rio, o valor é inferior ao prejuízo causado pelos furtos no Grande Méier e na Grande Tijuca, que chegou a R$ 2,26 milhões por ano e já soma R$ 1,4 milhão em 2026.

Desde 2021, o município adotou outras medidas para tentar reduzir os furtos, como instalação de equipamentos em estruturas elevadas, enterramento de cabos, garras antifurto e concretagem e soldagem de caixas de passagem.

O cronograma começou em 26 de agosto e prevê a substituição do mobiliário semafórico e a implantação do novo sistema de cabos nas áreas escolhidas para o projeto-piloto.