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Polícia Federal indicia 16 pessoas pelo acidente aéreo da Voepass 

Investigação aponta falhas no sistema de degelo, cultura de omissão de dados na tragédia que matou 62 pessoas.

Foto: Divulgação / Secretaria de Segurança de São Paulo

A Polícia Federal indiciou, nesta quinta-feira (6), 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass. O grupo é acusado de atentado contra a segurança do transporte aéreo na queda do ATR 72-500.

O trágico acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024, no município paulista de Vinhedo. A queda da aeronave resultou na morte de 62 pessoas, comovendo todo o país. Entre os indiciados estão profissionais com ampla formação em engenharia aeronáutica e aviação.

A lista de responsabilizados inclui o dono da empresa, José Luis Felicio. Também foi indiciado o diretor de manutenção, Eric Cônsoli, apontado como figura influente.

Segundo a PF, o laudo pericial concluiu que a causa foi a perda de controle em voo. O problema decorreu do acúmulo de gelo, falha no degelo e erros dos pilotos. A investigação apontou uma cultura de “não report”, sem registro prévio de falhas.

Dados da caixa-preta desmentiram os diários de bordo e provaram defeitos anteriores. O inquérito agora segue para o Ministério Público Federal, que decidirá sobre a denúncia. Familiares das vítimas preparam uma nova ação coletiva de danos morais na justiça.