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PM é condenado a 30 anos de prisão por mortes de jovem e mototaxista no Rio

Policial foi responsabilizado por dois homicídios ocorridos em 2015, na Pavuna; Justiça também determinou a perda do cargo público

Foto: Bruno Dantas / TJRJ

O policial militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelas mortes do mototaxista Thiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e do estudante Jorge Lucas Paes, de 17. A sentença foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (1º/10), após cerca de 15 horas de julgamento no IV Tribunal do Júri da Capital.

Chaves recebeu 14 anos de prisão pela morte de Jorge Lucas e outros 16 anos pelo assassinato de Thiago. A Justiça também determinou a perda do cargo de policial militar.

Foto: Reprodução

Os crimes aconteceram em 2015, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Os dois jovens estavam em uma motocicleta quando foram abordados por policiais durante um patrulhamento.

Segundo a acusação, o policial confundiu um macaco hidráulico que estava com Jorge Lucas com uma arma e efetuou os disparos que mataram os dois jovens.

Na sentença, a juíza Lúcia Glioche afirmou que, ao cometer os crimes, o policial descumpriu o dever esperado de um agente de segurança de proteger a vida e garantir a ordem pública.

 

Reconstituição do crime

Durante o enterro de Thiago, policiais militares que acompanhavam a cerimônia foram hostilizados por pessoas que estavam no local.

Em dezembro de 2015, meses após as mortes, a Polícia Civil realizou uma reprodução simulada para tentar esclarecer a dinâmica dos disparos. Peritos refizeram os trajetos percorridos pelos dois jovens e pelos policiais envolvidos na abordagem.

Durante a reconstituição, houve novos disparos na região. Policiais do Batalhão de Choque foram acionados para reforçar a segurança da operação.