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PF nega que Vorcaro tenha citado verba para filme de Lula em depoimento

PF afirmou que empresário não prestou depoimento com o conteúdo divulgado e que recebeu notícia-crime para apurar o caso

reprodução

A Polícia Federal (PF) desmentiu, nesta sexta-feira (9), informações publicadas pela revista Veja na reportagem intitulada “Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo”. Em nota oficial, a corporação afirmou que o empresário Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor mencionado na publicação nem entregou documentos ou informações com esse conteúdo à instituição.

Segundo a PF, a defesa do investigado chegou a apresentar propostas de colaboração premiada, mas todas foram formalmente rejeitadas por não atenderem aos requisitos legais. A decisão foi fundamentada e comunicada previamente aos advogados do empresário.

A corporação também confirmou ter recebido, nesta sexta-feira, uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar os fatos relacionados à reportagem. O procedimento foi encaminhado à área técnica da instituição para análise e adoção das medidas cabíveis.

Mais cedo, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que adotaria medidas judiciais contra a publicação.

A repercussão ocorre em meio às investigações sobre o financiamento de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Relatórios da Polícia Federal tornados públicos apontaram que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado R$ 131 milhões a Vorcaro para custear a produção, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos.

A investigação foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedidos da PF e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Entre os pontos apurados estão a origem e a destinação dos recursos, além da possibilidade de que parte do dinheiro tenha sido utilizada para finalidades diferentes do financiamento do longa-metragem.

Flávio Bolsonaro afirmou anteriormente que os recursos foram destinados a um fundo específico para a produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos. As investigações buscam esclarecer a movimentação financeira e a destinação efetiva dos valores.