Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Brasil
Brasil tem dois hotéis entre os 50 melhores do mundo em 2026
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Rio de Janeiro
Lojas de perucas são furtadas na Zona Norte do Rio
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Brasil
Operação contra o crime organizado cumpre 106 mandados de prisão em 19 estados
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Região Serrana
Temporal de granizo em Petrópolis alaga ruas e provoca queda de árvores
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE
Economia
Comércio varejista diminuiu em vendas em julho, segundo IBGE
Rio tem setembro chuvoso e pode ter maior volume dos últimos 30 anos
Rio de Janeiro
Rio tem setembro chuvoso e pode ter maior volume dos últimos 30 anos
Metade da verba pública para deputado federal fica com apenas 7% dos candidatos
Política
Metade da verba pública para deputado federal fica com apenas 7% dos candidatos

PF liga Bolsonaro à venda ilegal de joias nos EUA

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro tinha pleno conhecimento da venda ilegal nos Estados Unidos de joias e outros presentes de luxo recebidos durante seu governo, e chegou a acompanhar online um dos leilões e recebeu dinheiro em espécie.

As informações constam do indiciamento dele e de outras 11 pessoas, tornado público ontem. De acordo com o relatório final da Polícia Federal, o ex-presidente teria formado uma associação criminosa para desviar R$ 6,8 milhões (US$ 1.227.725,12) em itens recebidos em visitas oficiais a outros países. Segundo a investigação, com o conhecimento de Bolsonaro, seus auxiliares venderam presentes e entregaram parte do dinheiro em espécie a ele.

O montante, não especificado, ingressou “no patrimônio pessoal do ex-presidente, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”. Mensagens trocadas entre o ex-ajudante de ordens Mauro Cid evidenciam o aval de Bolsonaro ao negócio, e o dinheiro teria sido usado para custear as despesas do ex-presidente nos EUA entre dezembro de 2022 e março de 2023. O documento de 476 páginas foi protocolado na sexta-feira no Supremo Tribunal Federal e encaminhado pelo ministro Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República, que tem 15 dias para se manifestar.

O relatório cita o depoimento do general da reserva Mauro Lourena Cid, pai de Mauro Cid, em que ele afirmou ter recebido US$ 68 mil pela venda de um relógio. O valor foi entregue em espécie a Bolsonaro de “forma fracionada”. Uma das parcelas foi paga em setembro de 2022 em Nova York, quando o então presidente estava na cidade para a Assembleia Geral da ONU.

A defesa de Bolsonaro classificou o inquérito de “insólito” e disse que o ex-presidente não teve “qualquer ingerência direta ou indireta” sobre o tratamento dado aos presentes. “Insólito inquérito, que, estranhamente, volta-se só e somente ao governo Bolsonaro, ignorando situações idênticas havidas em governos anteriores”, diz o texto.

Inicialmente, a PF divulgou que o valor dos bens somava R$ 25 milhões (US$ 4.550.015,06). Pouco depois, corrigiu o dado para R$ 6,8 milhões. E Bolsonaro ironizou o erro: “Aguardemos muitas outras correções. A última será aquela dizendo que todas as joias “desviadas” estão na CEF [Caixa Econômica Federal], Acervo ou PF, inclusive as armas de fogo”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diz que o pai sofre perseguição política.