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Pagode da Tia Doca, vira patrimônio histórico e cultural do Rio

Após derrubada de veto na Câmara Municipal, tradicional ganha proteção oficial

A cultura popular do Rio de Janeiro celebrou uma vitória histórica nesta quinta-feira (18). A Câmara Municipal do Rio derrubou o veto da prefeitura ao projeto de lei que reconhece o tradicional Pagode da Tia Doca, em Madureira, como patrimônio histórico e cultural de natureza imaterial da cidade. Com essa decisão legislativa, o texto segue para a promulgação do presidente da Casa. A partir disso, o emblemático espaço passará a integrar oficialmente o conjunto de bens culturais protegidos pelo município.

Localizado no coração da zona norte, o Pagode da Tia Doca é amplamente considerado um dos mais tradicionais e vibrantes redutos do samba no subúrbio carioca. Fundado ainda na década de 1970 por Jovelina Pérola Negra e Tia Doca — baluarte e uma das mais icônicas pastoras da Velha Guarda da Portela —, o pagode atravessou gerações preservando a essência das rodas de samba autênticas, reunindo grandes artistas, compositores e frequentadores assíduos, e mantendo firmemente viva uma tradição profundamente ligada à identidade e à cultura popular do Rio.

A decisão dos vereadores cariocas representa mais um reconhecimento institucional da importância do espaço para o Rio de Janeiro. Vale lembrar que, em 2024, o Pagode da Tia Doca já havia sido declarado patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro, por meio de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa (Alerj) e devidamente sancionada pelo governo estadual. Agora, com a dupla chancela — tanto do Estado quanto do Município —, o quintal mais famoso de Madureira se blinda contra o esquecimento e firma, em definitivo, seu nome na história oficial da Cidade Maravilhosa.