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Paes aponta ‘manobra’ de Garotinho para eleger Ruas no 1º turno

Em vídeo nas redes sociais, Paes classificou como “manobra política” desistência de Garotinho do recurso apresentado ao TSE contra indeferimento de sua candidatura

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) acusou Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) de terem articulado uma estratégia para impedir a realização do segundo turno da eleição estadual.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (5), Paes classificou como uma “manobra política” a decisão de Garotinho de desistir do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral contra o indeferimento de sua candidatura. O ex-prefeito afirmou que a medida pode beneficiar diretamente Ruas, que terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos válidos.

Garotinho recebeu 274 mil 411 votos, o equivalente a 3,17% da votação. Caso esses votos sejam retirados da contagem, Douglas Ruas passa dos 50% dos votos válidos e poderá ser declarado governador eleito ainda no primeiro turno. A confirmação, no entanto, depende da Justiça Eleitoral.

Paes afirmou que a desistência seria uma tentativa de impedir que os eleitores voltem às urnas para escolher entre ele e Ruas.

“Uma clara interferência no processo eleitoral. Estamos presenciando uma agressão sem precedentes à democracia”, afirmou Paes.

O candidato do PSD também disse que havia alertado durante a campanha sobre uma suposta articulação entre Garotinho e Ruas. Sem apresentar provas da acusação, Paes afirmou que Garotinho teria sido usado como um “candidato laranja” para, segundo ele, tumultuar a eleição.

Paes ainda cobrou publicamente uma explicação de Douglas Ruas sobre uma possível negociação com Garotinho.

“Eu quero que ele [Douglas Ruas] responda o que ele negociou com Garotinho para fazer essa manobra”, declarou.

Ao final do vídeo, Paes defendeu a realização do segundo turno e afirmou esperar que o resultado das urnas seja respeitado. Também desafiou Ruas para um debate.

TSE ainda vai decidir

Apesar das acusações de Paes, a situação eleitoral ainda não está definida. O ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE, determinou nesta segunda-feira que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste, em até dois dias, sobre o pedido de desistência apresentado por Garotinho.

O pedido ainda não foi homologado. Depois da manifestação da Procuradoria, o TSE deverá decidir sobre a desistência e os efeitos dela sobre os votos recebidos pelo ex-governador.

Até a decisão da Justiça Eleitoral, Eduardo Paes e Douglas Ruas permanecem oficialmente classificados para um eventual segundo turno, marcado para 25 de outubro.

No domingo (4), após votar no Catete, Garotinho havia informado que sua defesa apresentara recurso para tentar garantir a validade dos votos. Um dia depois, porém, anunciou a desistência e afirmou que tomou a decisão de forma livre e consciente.