STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas
Destaque
STF bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por indicação de emendas
Inscrições para o Fies do segundo semestre começam na terça-feira
Brasil
Inscrições para o Fies do segundo semestre começam na terça-feira
Vôlei gratuito incentiva esporte e socialização em São Gonçalo
Esportes
Vôlei gratuito incentiva esporte e socialização em São Gonçalo
Douglas Ruas aposta no corpo a corpo e reforça base eleitoral em São Gonçalo
Política
Douglas Ruas aposta no corpo a corpo e reforça base eleitoral em São Gonçalo
Criminosos atacam policiais a tiros e incendiários bloqueiam rua em Duque de Caxias
Baixada Fluminense
Criminosos atacam policiais a tiros e incendiários bloqueiam rua em Duque de Caxias
Morre Sam Neill, astro de Jurassic Park , aos 78 anos
Entretenimento
Morre Sam Neill, astro de Jurassic Park , aos 78 anos
Projeto leva reciclagem para escolas e mobiliza alunos em Nova Iguaçu
Nova Iguaçu
Projeto leva reciclagem para escolas e mobiliza alunos em Nova Iguaçu

Ondas de calor causaram 120 mil mortes em duas décadas no Brasil

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), aponta que as ondas de calor causaram mais de 120 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2019. Segundo a pesquisa, os períodos prolongados de temperaturas extremas responderam por 0,6% de todos os óbitos registrados no país no período.

Os pesquisadores cruzaram dados de mortalidade com informações climáticas mapeadas em alta resolução para identificar a influência do calor em doenças agravadas pelas altas temperaturas. O estudo considerou como onda de calor períodos de pelo menos 48 horas com temperaturas acima de 95% da média histórica local.

Os idosos foram os mais afetados. Mais de 97 mil mortes de pessoas com 65 anos ou mais foram associadas às ondas de calor, o equivalente a cerca de 80% do total registrado pelo levantamento.

A pesquisa também analisou internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parte dos municípios estudados. Os resultados indicam que crianças constituem outro grupo vulnerável, principalmente por problemas relacionados à desidratação e doenças gastrointestinais. As doenças renais também apareceram entre as condições mais impactadas pelas altas temperaturas.

O estudo identificou ainda diferenças associadas às condições socioeconômicas. O nível de escolaridade foi utilizado como indicador indireto de acesso a ambientes climatizados e à qualidade da assistência médica, fatores que influenciam a vulnerabilidade aos efeitos do calor extremo.

Regionalmente, as regiões Norte e Centro-Oeste registraram maior número e duração de ondas de calor, enquanto Sul e Sudeste apresentaram eventos mais intensos. O Amapá teve o maior impacto proporcional, com 1,07% das mortes atribuídas ao fenômeno. Na outra ponta, a Paraíba registrou o menor índice, de 0,30%. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os percentuais ficaram próximos da média nacional, com 0,65% e 0,61%, respectivamente.

Além de reforçar a necessidade de sistemas de monitoramento e alerta para eventos extremos, os pesquisadores destacam a importância de campanhas de conscientização sobre os riscos do calor à saúde. A Fiocruz também defende a ampliação das pesquisas sobre o tema. O estudo utilizou dados até 2019, já que a pandemia de Covid-19 dificultou a análise isolada dos impactos das ondas de calor nos anos seguintes.