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Nova sequência de terremotos assusta Granada e deixa feridos no sul da Espanha

Abalo ocorre três dias após região ser atingida por um forte terremoto de magnitude 5, registrado no último sábado (15)

FOTO: EPA

Uma nova sequência de tremores de terra voltou a assustar os moradores de Granada, no sul da Espanha, na manhã desta terça-feira (18). O abalo ocorre apenas três dias após a região ser atingida por um forte terremoto de magnitude 5, registrado no último sábado (15).

De acordo com o Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha, a região contabilizou três novos tremores nas últimas horas, todos com magnitude superior a 4. O abalo mais intenso atingiu 4,7 de magnitude às 10h37 do horário local (5h37 no horário de Brasília), com epicentro localizado no município de Gójar, cerca de 10 quilômetros ao sul de Granada.

Pelo menos três pessoas sofreram ferimentos leves em decorrência dos tremores, informou o delegado regional do governo da Andaluzia, Antonio Sanz. Entre as vítimas está um menor de idade, que precisou ser transferido para um hospital local para receber atendimento médico.

O pânico provocado pelos abalos levou à evacuação preventiva de diversos hotéis da cidade. Imagens transmitidas pela mídia local mostram hóspedes e funcionários aguardando nas calçadas logo após os tremores.

Em resposta à crise, a administração provincial de Granada emitiu um comunicado decretando o fechamento imediato de edifícios administrativos, museus e instalações esportivas. O turismo também foi afetado: o acesso ao complexo medieval de Alhambra, o monumento mais famoso e visitado da cidade, sofreu severas restrições de segurança.

A infraestrutura de transporte operou em regime de alerta. A concessionária responsável pelo metrô de Granada informou, por meio da rede social X (antigo Twitter), que reduziu a velocidade máxima dos trens para 30 km/h como medida de precaução.

Moradores relataram danos estruturais em vários pontos da região, concentrados principalmente em edifícios residenciais. O cenário em algumas ruas inclui grandes rachaduras visíveis em paredes, desabamento parcial de fachadas e tijolos espalhados pelas calçadas. Equipes de emergência e da Defesa Civil continuam em patrulhamento para avaliar a estabilidade das estruturas afetadas.