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No Dia Mundial Sem Carro, Detran.RJ promove passeio ciclístico para reforçar campanha por um trânsito mais seguro e cordial

Oitenta ciclistas participaram de um passeio ciclístico na Quinta da Boa Vista
Foto: Márcio Leandro/Detran.RJ

Nesta sexta-feira (22), oitenta ciclistas participaram de um passeio ciclístico em comemoração do Dia Mundial Sem Carro, à frente da estátua de D.Pedro II, na Quinta da Boa Vista. Na Semana Nacional de Trânsito e na Semana Nacional da Mobilidade, o Detran.RJ participou da organização do evento, em parceria com CET-Rio, secretarias municipais de Educação e Meio Ambiente e Clima, Rio Ônibus e Consulado Americano. Veterana em pedaladas, Enza Taddei Hernandez, educadora de trânsito do Detran.RJ, defendeu a necessidade urgente de melhorar a mobilidade da cidade. “O Detran.RJ tem muito orgulho de participar desta ação. Diminuir a quantidade de carros nas ruas significa mais qualidade de vida. Assim teremos mais ar puro, com menos poluição”.

O uso da bicicleta faz parte do movimento de modernização do transporte, servindo como um modal para curtas distâncias e alimentador das redes de transporte de massa. E por ser um veículo não poluente, também contribui para redução das emissões de gases nocivos na atmosfera. Um dos participantes do evento, o analista de sistemas Ewaldo Amaral, de 67 anos, integrante do grupo Street Fox Cicloturismo, chegou de Irajá, Zona Norte da cidade. Amaral roda pelas estradas desde que se aposentou. Há dez anos, vai de bicicleta até Aparecida do Norte. E não deixa de se espantar com a falta de respeito nas estradas: “Os carros tiram fino, os ônibus passam colados em você. Tem gente que grita que lugar de bicicleta é na calçada. Apesar das queixas, não perco a esperança. A educação tem que vir das duas partes, motoristas e ciclistas”, ensina.

Luiz Barros, bancário aposentado de 69 anos, participa do Pedala Marechal, grupo de ciclistas de Marechal Hermes. Ele revela que tem medo de pedalar nas ruas. “Andar em grupo é fácil, mas sozinho é complicado. Sempre fico com medo de ser atropelado”, diz. Mesmo assim, ainda se emociona quando um motorista buzina ou acena para cumprimentar um ciclista, mostrando entender a necessidade de um trânsito mais seguro e cordial.

O evento recebeu, ainda, 70 alunos da Escola Municipal Mestre Waldemiro. Eles assistiram a uma peça de teatro sobre as regras de trânsito, ganharam brindes e cantaram com o maestro Natinho Battera, maestro do Coral Canta Detran.RJ. Adriano Giglio, subsecretário de Ensino da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, premiou com bicicletas seis alunos vencedores de um concurso de desenhos que tinha como tema o uso de transportes coletivos e bicicletas. “Eles farão parte de uma geração melhor que a nossa. Vão buscar alternativas para a mobilidade”, disse Giglio.

Fotos: Márcio Leandro/Detran.RJ

Depois de 1h15m de percurso, os ciclistas chegaram ao Museu de Arte Moderna (MAM). Ainda um pouco ofegante, a enfermeira Aline Sodré não escondia a alegria. “Apesar de muito cansaço, estou com uma sensação boa. Fumo e sou sedentária, mas acho que, depois desse passeio, pode ser que eu mude meus hábitos”, frisou Aline. “Você vê a cidade com outro olhar, surpreende-se”, disse ela, prometendo que vai se exercitar mais.

Quando a cicloativista Carmem Cunha chegou ao MAM, ainda tinha fôlego para dar seu recado. “Esses passeios ajudam na saúde física e mental”. Vivi Zampieri, consultora de mobilidade, de 42 anos, liderou o passeio, dando apoio aos ciclistas. “Temos que investir numa educação viária que nos permita usar cada vez mais a bicicleta”. Empolgada, com um sorriso contagiante, Vivi tinha um pedido: “As blitzes do Detran.RJ e da Operação Lei Seca têm que ser constantes. Só assim esses altos índices de acidentes podem baixar”.

Mauro Ferreira, coordenador de Educação para o Trânsito da CET-Rio, de 53 anos, ressaltou que a sociedade tem que refletir sobre a maneira como usa o transporte. “Os carros ocupam 70% do espaço viário, mas são responsáveis apenas por 25% dos deslocamentos. Temos que repensar essa conta. Isso é desproporcional e antidemocrático”, enfatizou.

O Rio de Janeiro é a terceira cidade com mais ciclovias no país. A rede cicloviária carioca tem 487 quilômetros, só perdendo para as de São Paulo e Brasília. Em mais uma ação para estimular o uso de bicicletas no Dia Mundial Sem Carro, o Detran.RJ instalou um bicicletário em frente à sede do Detran.RJ, na Avenida Presidente Vargas, com dez vagas.