‘Dark Horse’: produtor americano de filme sobre Bolsonaro diz que só entrega documentos à PF com ordem judicial nos EUA
Brasil
‘Dark Horse’: produtor americano de filme sobre Bolsonaro diz que só entrega documentos à PF com ordem judicial nos EUA
Gilmar pede que ministros do STF recebam íntegra de dados do celular de Vorcaro
Brasil
Gilmar pede que ministros do STF recebam íntegra de dados do celular de Vorcaro
Funcionários da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve por tempo indeterminado
Brasil
Funcionários da Caixa rejeitam proposta e mantêm greve por tempo indeterminado
Dutra será totalmente interditada para detonação de rochas em Queimados
Rio de Janeiro
Dutra será totalmente interditada para detonação de rochas em Queimados
Teleférico do Alemão recebe novos cabos de aço para reativação do sistema
Estado
Teleférico do Alemão recebe novos cabos de aço para reativação do sistema
Polícia suspeita de ‘sabotagem’ em descarrilamento de trem na França
Mundo
Polícia suspeita de ‘sabotagem’ em descarrilamento de trem na França
Morre Paulo Angioni, dirigente do Fluminense, aos 80 anos
Rio de Janeiro
Morre Paulo Angioni, dirigente do Fluminense, aos 80 anos

MP Eleitoral pede ao TRE-RJ para barrar candidatura de Garotinho

Defesa sustenta que persistir na execução de uma pena já exaurida viola a Lei de Improbidade e a segurança jurídica

reprodução

A candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do Rio enfrenta um novo obstáculo na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que indefira o registro do ex-governador, sob o argumento de que ele está com os direitos políticos suspensos por oito anos.

A ação de impugnação sustenta que a suspensão decorre de uma condenação definitiva por improbidade administrativa. Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a situação impede Garotinho de cumprir uma das condições de elegibilidade previstas pela Constituição: estar no pleno exercício dos direitos políticos.

Garotinho concorre ao Palácio Guanabara pelo Republicanos e integra a coligação “Coragem Para Mudar”, formada por Republicanos e Democrata.

O pedido do Ministério Público não significa que a candidatura já tenha sido rejeitada. Caberá à Justiça Eleitoral analisar a impugnação e os argumentos apresentados pela defesa antes de decidir sobre o registro.

Condenação transitou em julgado em 2025
A disputa judicial tem origem em uma ação civil pública relacionada a irregularidades em contratos firmados pela Secretaria Estadual de Saúde com organizações não governamentais para a execução do chamado “Projeto Saúde em Movimento”.

A sentença, proferida em setembro de 2016, estabeleceu, entre outras sanções, a suspensão dos direitos políticos de Garotinho pelo período de oito anos.

Depois de recursos apresentados pela defesa, o processo chegou ao fim. De acordo com o Ministério Público Eleitoral, o trânsito em julgado — momento em que não cabem mais recursos naquele processo — ocorreu em 11 de julho de 2025.

Em 10 de agosto deste ano, a Justiça determinou o cumprimento definitivo da sentença e o envio de comunicações ao TRE-RJ e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A suspensão dos direitos políticos foi fixada pelo período de oito anos, contado a partir do trânsito em julgado, segundo a decisão citada na impugnação.

MP aponta falta de condição de elegibilidade
É justamente esse ponto que sustenta o pedido apresentado contra a candidatura.

A Procuradoria Regional Eleitoral argumenta que, enquanto estiver submetido à suspensão dos direitos políticos, Garotinho não preenche uma condição constitucional necessária para disputar a eleição.

O MPE também menciona precedentes do TSE e do próprio TRE-RJ segundo os quais uma condenação definitiva por improbidade administrativa que resulte em suspensão dos direitos políticos impede o preenchimento da condição de elegibilidade referente ao pleno exercício desses direitos.

O pedido agora será analisado pela Justiça Eleitoral, com espaço para manifestação da defesa antes da decisão sobre o registro.

Defesa diz que pena já foi cumprida
A defesa de Garotinho contesta a interpretação sobre os efeitos da condenação. Ao se manifestar anteriormente sobre a determinação da Justiça do Rio, sustentou que a sanção já estaria exaurida. “Persistir na execução de uma pena já exaurida viola a Lei de Improbidade e a segurança jurídica”, afirmou a defesa.

A controvérsia sobre a situação jurídica do ex-governador ocorre justamente no início oficial da campanha eleitoral de 2026 e passa a ser uma das principais questões envolvendo sua permanência na disputa pelo governo fluminense.

divulgação