Polícia prende dois suspeitos de integrar milícia de Juninho Varão em Nova Iguaçu
Baixada Fluminense
Polícia prende dois suspeitos de integrar milícia de Juninho Varão em Nova Iguaçu
Polícia mata homem que fez 13 crianças reféns em creche de Curitiba
Brasil
Polícia mata homem que fez 13 crianças reféns em creche de Curitiba
Fachin nega acesso imediato de Fux ao inquérito das fake news
Brasil
Fachin nega acesso imediato de Fux ao inquérito das fake news
Campeã pan-americana de canoagem morre após acidente no mar do Rio
Esportes
Campeã pan-americana de canoagem morre após acidente no mar do Rio
Homem armado com faca faz cerca de 20 crianças reféns em escola de Curitiba
Brasil
Homem armado com faca faz cerca de 20 crianças reféns em escola de Curitiba
Bancos começam a devolver R$ 1,3 bilhão a apostadores de bets
Brasil
Bancos começam a devolver R$ 1,3 bilhão a apostadores de bets
PRF reforça fiscalização nas estradas durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida
Brasil
PRF reforça fiscalização nas estradas durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida

Morre Ziraldo, o eterno Menino Maluquinho

Foto: Reprodução

Morreu aos 91 anos o desenhista e escritor Ziraldo, criador de personagens como os de “O Menino Maluquinho” e “Turma do Pereê”. A informação foi confirmada pela família do desenhista na tarde deste sábado (06). Ziraldo morreu dormindo, quando estava em casa, em um apartamento no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio, por volta das 15h.

Também chargista, caricaturista e jornalista, ele foi um dos fundadores nos anos 1960 do jornal “O Pasquim”, um dos principais veículos a combater a ditadura militar no Brasil.

Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932 em Caratinga (MG), onde passou a infância. Mais velho de uma família com sete irmãos, foi batizado a partir da combinação do nome da mãe (Zizinha) com o nome do pai (Geraldo). Leitor assíduo desde a infância, teve seu primeiro desenho publicado quando tinha apenas seis anos de idade, em 1939, no jornal “A Folha de Minas”.

Iniciou a carreira nos anos 1950, na revista “Era uma vez…”. Em 1954, passou a fazer uma página de humor no mesmo “A Folha de Minas” em que havia estreado.

Em 1957, formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte. No mesmo ano, entrou para o time das revistas “A Cigarra” e, depois, “O Cruzeiro”. Em 1958, casou-se com Vilma Gontijo, sua namorada havia sete anos. Tiveram três filhos, Daniela, Fabrizia e Antônio.

Já na década seguinte, destacou-se por trabalhar também no “Jornal do Brasil”. Assim como em “O Cruzeiro”, publicou charges políticas e cartuns. São dessa época os personagens Jeremias, o Bom, Supermãe e Mineirinho.

No período, pôde enfim realizar um “sonho infantil”. Ele se tornou autor de histórias em quadrinhos e publicou a primeira revista brasileira do gênero com um só autor, sobre a “Turma do Pererê”.

Os personagens eram um pequeno índio e vários animais que formam o universo folclórico brasileiro, como a onça, o jabuti, o tatu, o coelho e a coruja.

A revista deixou de ser publicada em 1964, a partir do início do regime militar. Cinco anos mais tarde, Ziraldo fundou, com outros humoristas, “O Pasquim”.

Com textos ácidos, ilustrações debochadas e personagens inesquecíveis, como o Graúna, os Fradins ou o Ubaldo, o semanário entrou na luta pela democracia.

Ao mesmo tempo que combatiam a censura, Millôr, Henfil, Jaguar, Tarso de Castro, Sérgio Cabral, Ivan Lessa, Sérgio Augusto e Paulo Francis, dentre outros colaboradores do jornal, sofriam com ela.

Um dia depois do AI-5, baixado em 13 de dezembro de 1968, Ziraldo foi detido em casa e levado para o Forte de Copacabana.

Em 1969, publicou seu primeiro livro infantil, “FLICTS”. Em 1979, passou a se dedicar à literatura para crianças.

Seu maior sucesso, “O Menino Maluquinho”, saiu em 1980. É considerado um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro em todos os tempos.