O jornalista Paulo Jeronimo de Sousa, conhecido como Pagê, morreu na madrugada desta segunda-feira (5).
Segundo a viúva, Regina, Pagê estava em tratamento de uma leucemia no Hospital Vitória, e morreu vítima de uma pneumonia.
Pagê construiu uma trajetória de mais de seis décadas entre redações, assessorias de imprensa e instituições públicas. Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) entre 2019 e 2022, ele também teve atuação marcada pela defesa da liberdade de imprensa e de expressão.
Nascido em Mococa, no interior de São Paulo, Pagê chegou ao Rio de Janeiro na década de 1960. Em novembro de 1964, publicou no Correio da Manhã uma de suas primeiras reportagens na imprensa carioca.
Com a manchete “FAB metralha helicóptero da Marinha”, o texto ocupou a primeira página do jornal. Segundo perfil publicado pela ABI, a repercussão do episódio levou o então presidente Castelo Branco a demitir o ministro da Aeronáutica.
Ao longo da carreira, Pagê trabalhou em diferentes áreas do jornalismo e exerceu funções de reportagem e edição. Teve passagens por O Globo, O Jornal, Boletim Cambial, TVE e TV Tupi, no Rio, e pelo Jornal do Dia, em Belém.
Pagê também construiu uma extensa carreira na comunicação de órgãos públicos. Foi assessor nos ministérios do Interior e de Minas e Energia, no Banerj, no Banco Nacional da Habitação (BNH), na Prefeitura do Rio e no governo fluminense.
Na Associação Brasileira de Imprensa, ocupou diferentes funções ao longo de quase duas décadas. Foi conselheiro, diretor de Assistência Social e vice-presidente antes de chegar à presidência, em 2019.
Pagê comandou a ABI até 2022 e também presidiu a Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da instituição.
Em nota, a ABI informou que “lamenta profundamente o seu falecimento e envia seu abraço solidário a todos os seus familiares e amigos”.






