Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Estado
Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne

Metade da verba pública para deputado federal fica com apenas 7% dos candidatos

Levantamento das contas parciais também mostra forte concentração de recursos nas disputas estaduais e distrital

reprodução

A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, uma parcela reduzida dos candidatos a deputado federal concentra metade dos recursos públicos destinados às campanhas para o cargo. Dos cerca de 7,7 mil concorrentes à Câmara, apenas 579, o equivalente a 7,4% do total, receberam juntos R$ 1,36 bilhão.

Os números fazem parte de um levantamento feito pela Folha de S. Paulo com base na prestação parcial de contas apresentada à Justiça Eleitoral. Segundo o TSE, os dados entregues entre 9 e 13 de setembro abrangem a movimentação financeira das campanhas até 8 de setembro e passaram a ficar disponíveis para consulta pública.

Ao todo, os candidatos a deputado federal arrecadaram R$ 2,76 bilhões em recursos públicos transferidos pelos partidos. Para integrar o grupo que concentra metade desse montante, cada candidatura recebeu mais de R$ 1,58 milhão.

Concentração também aparece nas disputas estaduais
O desequilíbrio na distribuição dos recursos se repete entre os candidatos a deputado estadual e distrital. Os 11,7 mil concorrentes receberam, juntos, R$ 1,1 bilhão. Desse universo, somente 388, cerca de 3%, tiveram repasses superiores a R$ 635 mil e concentraram metade da verba.

O TSE estabelece limites de gastos para cada cargo e circunscrição. Para as eleições deste ano, os valores foram definidos a partir dos parâmetros das eleições gerais de 2022 e divulgados pela Justiça Eleitoral.

A distribuição dos recursos cabe aos partidos, dentro das regras eleitorais. Na prática, candidatos à reeleição e nomes considerados prioritários pelas legendas podem receber parcelas maiores. Entre os 579 candidatos a deputado federal que concentram metade dos recursos públicos, há representantes de 19 partidos. O União Brasil reúne 88 nomes, seguido pelo PL, com 80, e pelo PT, com 79.

Fundos públicos dominam financiamento eleitoral
A prestação parcial mostra que candidatos a todos os cargos arrecadaram R$ 5,3 bilhões. Mais de 85% desse montante, R$ 4,5 bilhões, vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Outros R$ 297 milhões tiveram origem no Fundo Partidário, enquanto R$ 478 milhões correspondem a outras fontes, como doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e recursos próprios.

Desde a proibição das doações empresariais, em 2015, os fundos públicos ganharam peso central no financiamento das campanhas. Em 2026, os partidos têm R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial para distribuir entre candidaturas. PL, PT e União Brasil receberam as maiores parcelas, com R$ 881,6 milhões, R$ 615,3 milhões e R$ 526,2 milhões, respectivamente.

Flávio e Lula concentram recursos entre presidenciáveis
Na disputa presidencial, as candidaturas declararam R$ 90,6 milhões em recursos públicos. Desse total, 90% estão concentrados nas campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio declarou R$ 42 milhões do fundo eleitoral e R$ 2 mil do Fundo Partidário, enquanto Lula recebeu R$ 40 milhões do fundo eleitoral e R$ 150 mil do Fundo Partidário.

Na disputa pelos governos estaduais, os fundos públicos somam R$ 430 milhões distribuídos entre 125 candidatos. O maior valor declarado é o de Douglas Ruas (PL), candidato ao Governo do Rio, com R$ 17,7 milhões. Eduardo Paes (PSD), também concorrente no estado, aparece em seguida, com R$ 16,6 milhões.

Os dados são parciais e ainda podem sofrer alterações até a prestação definitiva das contas. O TSE informa que o DivulgaCandContas permite consultar receitas, despesas, doadores, fornecedores e limites de gastos das candidaturas.