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Justiça garante escolta 24 horas para delegado ameaçado por miliciano em tribunal

Medida inclui proteção permanente e colete balístico após ameaça de morte durante audiência no Fórum de São Gonçalo

Foto: Reprodução

A Justiça do Rio determinou a adoção imediata de medidas de proteção ao delegado Leonardo Affonso, que foi ameaçado de morte durante uma audiência no Tribunal do Júri de São Gonçalo, na Região Metropolitana. A decisão da 9ª Câmara de Direito Público prevê escolta policial integral e ininterrupta, além do fornecimento de colete balístico.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a proteção deverá ser mantida enquanto houver risco à integridade do delegado. A decisão foi tomada após uma avaliação da Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio da Subsecretaria de Inteligência Integrada.

Na decisão, o magistrado destacou a existência de indícios concretos de ameaça à vida do policial, que atua em investigações contra o crime organizado e participou como testemunha de acusação em processos envolvendo milicianos.

Além da escolta permanente, a Justiça determinou outras medidas previstas na legislação, incluindo proteção durante deslocamentos e em futuras audiências relacionadas aos casos investigados.

 

A ameaça

O episódio aconteceu em agosto deste ano, durante uma audiência no Fórum de São Gonçalo. De acordo com a Polícia Civil, o miliciano Ronan Azevedo Bento, conhecido como “Jogador” e condenado a 112 anos de prisão, passou a se comportar de forma agressiva durante o depoimento.

Ainda segundo o registro da ocorrência, o acusado teria se dirigido ao delegado e dito “vou te pegar”, acompanhado de um gesto interpretado como ameaça de morte. Diante da situação, a juíza responsável pela audiência interrompeu a sessão e determinou a retirada do réu do plenário.

Após o ocorrido, Leonardo Affonso registrou ocorrência por coação no curso do processo e informou às autoridades que teme por sua segurança devido à atuação da organização criminosa investigada.