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John Textor decide sair da Libra e vender direitos do Botafogo de forma independente

Proprietário da SAF critica longas discussões internas do grupo, mas avisa que não se juntará ao Forte Futebol; americano elogia Rodolfo Landim: "Tenho muito respeito por sua liderança"
Foto: Divulgação

O Botafogo é um dos três – Vasco e Cruzeiro completam a lista – clubes que aderiram à Libra, mas não assinaram com o Mubadala, fundo árabe que pretende investir na nova liga de clubes. Proprietário da SAF alvinegra, John Textor decidiu dar um passo a mais, ele anunciou que tomou a decisão de deixar a organização.

“Estou cansado de esperar. Queria o fim dessas briguinhas. A liga não pode ter esses conflitos entre os clubes. Respeito o Brasil, mas cansei. A Premier League vende jogos para o mundo todo e farei igual. Eu sei como ganhar mais dinheiro do que o pessoal da Libra.”

Para o empresário, os clubes que compõem a Libra não conseguem chegar a uma conclusão porque sempre estão colocando alguma nova discussão em pauta, o que dificulta o diálogo. O Botafogo aderiu ao grupo em maio do ano passado, mas, desde então, não houve avanço efetivo no sentido financeiro.

”Estou pronto para fazer negócio. Mas uma liga unificada não pode ter os desentendimentos que estão acontecendo entre os clubes. E a maioria deles se relaciona com uma história de que eu não fazia parte. Velhas discussões com as quais eu não tinha nada a ver, eu nem estava no Brasil” disse o mandatário.

O movimento de Textor também se explica pela dificuldade do Botafogo de criar novas receitas que não sejam os aportes do empresário. Uma das prioridades do norte-americano é buscar novas maneiras de fazer dinheiro.

”Não ganhamos dinheiro em matchday e não podemos aumentar demais os preços dos ingressos por causa da situação financeira do Brasil. Estamos fazendo um ótimo trabalho em patrocínios. Hoje, nossas melhores fontes de receitas são os shows de Coldplay e Taylor Swift. Em qualquer clube do mundo, o negócio é a televisão. Estou sentado aqui um ano e meio depois, fui jogado direto na Libra e nada aconteceu.” Completou.

Então, como ganhar dinheiro? A ideia de John Textor é desenvolver e vender os direitos de mídia do Botafogo de forma individual e independente. Para isso, ele conta com a FuboTV, serviço de streaming focado em transmissão em esportes, do qual ele já foi um dos sócios majoritários.

A companhia, com força nos Estados Unidos e Canadá, transmite, por exemplo, os jogos da Premier League no território canadense.

Com menos de 20 meses restantes para cumprir o “prazo” de três anos junto ao Botafogo, Textor deseja acelerar processos. Ele garante que tem a capacidade – e o know-how – para tal.

”Eu venho do mundo da distribuição de conteúdo impulsionada pela tecnologia. Você sabe que a razão pela qual consegui comprar este clube é por causa da FuboTV, e a tecnologia de parceiros que tenho à minha disposição. Tenho a melhor tecnologia disponível para a promoção do conteúdo ao redor do mundo. Gostaria de poder fazer isso, mas não posso esperar para sempre, porque fiz promessas, ao Botafogo e a mim mesmo.”

Além disso tudo, o John Textor elogiou o Flamengo e seu presidente, Rodolfo Landim:

“Nenhum clube grande vai simplesmente dar dinheiro para todos os clubes pequenos e subsidiar a liga. E ainda assim, o Flamengo tem sido muito flexível reduzindo, mesmo sabendo a porcentagem que eles deveriam ganhar com base no tamanho deles.”

“O Flamengo ajustou a garantia mínima que receberia, isso poderia impactar negativamente seus números em comparação com o que tradicionalmente recebem da Globo. Sei que são muito difíceis de lidar porque são grandes, bem-sucedidos e têm 40 milhões de torcedores, mas Rodolfo Landim tem sido incrivelmente razoável como parceiro do processo e, ainda assim, perdemos todos esses prazos.”

“Eu não gosto do Flamengo em campo, mas tenho muito respeito por Rodolfo Landim e sua liderança. Acho que ele tem feito tudo o que pode para unir esta liga e vejo as pessoas ficando com raiva dele e falando sobre problemas de 5 anos atrás. Isso tudo é um absurdo para mim.”