Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Estado
Rodrigo Bacellar será transferido de presídio federal para unidade prisional no Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne

Governo monta força-tarefa contra influenciadores que divulgam bets e prevê processos e punições

Ministério da Justiça vai enquadrar publicidade de apostas como abusiva; ação também alcança redes sociais

arte com IA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública montou uma força-tarefa para responsabilizar influenciadores digitais que continuarem divulgando sites de apostas após a proibição das bets no Brasil. A estratégia prevê processos por infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), segundo servidores da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

A ofensiva ocorre após a entrada em vigor da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu a oferta de apostas online no país e classificou a divulgação da atividade como “publicidade abusiva”.

A nova regra amplia a pressão sobre influenciadores, afiliados e plataformas digitais que mantiverem campanhas relacionadas ao setor. Antes mesmo da MP, a promoção de sites clandestinos já poderia resultar em multa e suspensão de contas com base na legislação que regulamentava as apostas.

Pelo artigo 67 do Código de Defesa do Consumidor, fazer ou promover publicidade que o responsável sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva constitui crime, sujeito a pena de três meses a um ano de detenção e multa.

Influenciadores entram na mira
Mesmo depois da proibição, perfis verificados nas redes sociais continuaram promovendo plataformas de apostas que operam irregularmente no país.

Entre os casos identificados está o do ex-BBB Davi Brito, que reúne cerca de 6,9 milhões de seguidores no Instagram. Ele divulgou a Esportiva.bet, plataforma que não fazia parte do mercado autorizado antes da proibição. Durante a vigência do sistema regulado, as empresas legalizadas precisavam utilizar endereços terminados em “.bet.br”.

Procurado por meio de sua assessoria, Davi não havia se manifestado sobre a publicação.

Representantes da Meta informaram que publicações apontadas como irregulares estavam sendo analisadas e que parte delas já havia sido removida. O TikTok não respondeu.

Também foram identificados anúncios pagos de sites e aplicativos de apostas nas duas plataformas, inclusive propaganda de jogo do bicho online, modalidade que não havia sido autorizada pela regulamentação federal das apostas.

As redes sociais também podem ser responsabilizadas em determinadas circunstâncias caso seja demonstrada uma falha sistêmica na adoção de medidas para impedir a circulação massiva de conteúdos enquadrados nas hipóteses consideradas mais graves pelo Supremo Tribunal Federal (STF).