Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Rio de Janeiro
Trens terão mudanças na circulação neste domingo por causa de serviços de limpeza na via
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Política
Senado marca votação da PEC da Segurança Pública para terça-feira
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Mundo
Líder supremo do Irã ameaça reagir a novos ataques dos EUA e de Israel
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Rio de Janeiro
Vacinação contra meningite para pessoas de até 59 anos termina neste sábado no Rio
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Baixada Fluminense
Tiroteio em Duque de Caxias termina com cinco presos e interdição de vias
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Estado
Moraes manda soltar desembargador investigado na Operação Unha e Carne
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades
Destaque
Bullying e ameaças motivadas por divergências políticas atingem estudantes em escolas e universidades

Governo do RJ corta benefício que fez Refit sonegar R$ 10 bilhões em impostos

A empresa perdeu o direito ao diferimento de ICMS na importação de combustível.

O governo do Rio de Janeiro deu o tiro de misericórdia no maior esquema de sonegação fiscal já ocorrido estado do Rio. A pedido da Secretaria de Estado de Fazenda, a Refit, antiga refinaria de Manguinhos, perdeu o direito ao diferimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação de combustível. O benefício era o motor do mecanismo criminoso.

A Refit importava combustível quase prontos, mas fingia que o material era matéria-prima e simulava uma operação de refino na sua unidade fantasma de Manguinhos. Investigações indicam que era só fachada para não pagar o ICMS na chegada do combustível ao país. Com o diferimento, que é a postergação de pagamentos de impostos, a empresa só deveria pagar o tributo no momento da venda para o consumidor final — o que ela nunca fazia.

Como não pagava impostos nem na chegada do combustível no país, nem na venda no posto de gasolina, a Refit conseguia vender o produto mais barato do que a concorrência, destruindo o mercado formal que paga impostos. Com o dinheiro que sobrava, comprava políticos, como indicam as investigações ainda em curso na Polícia Federal (PF).

A secretaria de Fazenda do Rio já comunicou ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) o desenquadramento da Refit no benefício fiscal. Após um pente-fino, auditores encontraram inconsistências na documentação apresentada para comprovar os requisitos necessários para autorizar o recebimento do incentivo.

Com a anulação do benefício, a secretaria vai realizar uma fiscalização para verificar se a refinaria fez o uso irregular do benefício. Caso isso seja comprovado, a empresa poderá ser multada.

A decisão, tomada pelo secretário Guilherme Mercez, contraria uma série de interesses políticos no estado do Rio, mas o episódio guarda uma ironia: ele foi afastado do cargo, no governo Cláudio Castro (PL), por contrariar os interesses da Refit.

Quando secretário de Fazenda, Mercês fechou o cerco contra grandes devedores do estado em atuação com respaldo jurídico do procurador Bruno Dubeux — que se recusava a assinar pareceres que beneficiassem a Refit. O resultado do trabalho da dupla fez a arrecadação do estado aumentar 17% em 2021, colocando R$ 800 milhões a mais no caixa estadual naquele ano.

Os dois foram afastados no governo Castro e reconduzidos assim que o governador interino, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, assumiu.

 

*com informações da GNews