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Governo do Rio ultrapassa 4 mil exonerações em três meses

A economia prevista é de cerca de R$ 230 milhões

O Governo do Estado do Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 4 mil servidores comissionados exonerados desde março deste ano, quando o desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o comando do Palácio Guanabara. Segundo o governo, a reestruturação administrativa deverá gerar uma economia superior a R$ 230 milhões até o fim de 2026.

O processo, no entanto, segue em andamento e ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (25), com mais mudanças publicadas no Diário Oficial, atingindo principalmente as áreas de Saúde, Trabalho e Renda e Infraestrutura e Obras Públicas.

De acordo com a administração estadual, as auditorias continuam sendo realizadas em secretarias, órgãos da administração indireta e empresas estatais, o que poderá resultar em novas exonerações nos próximos meses. O novo balanço representa um avanço em relação ao levantamento divulgado em maio, quando haviam sido registradas cerca de 2,7 mil exonerações.

Na edição desta quinta-feira do Diário Oficial, a Secretaria de Estado de Saúde concentrou a maior parte das alterações, com 22 exonerações e três nomeações. A Secretaria de Trabalho e Renda registrou dez exonerações, enquanto a Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas contabilizou 11 desligamentos.

Na contramão das demais áreas, o Detran-RJ ampliou seu quadro com dez nomeações, sendo o órgão que mais recebeu novos servidores na publicação.

Outra mudança de destaque foi a troca no comando da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio (Ceperj). Izabel Maria Brito Toledo deixou a presidência da fundação, sendo substituída por Marilia Sorrini Peres Ortiz.

A alteração ocorre após a reintegração da Ceperj à estrutura da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), dentro do processo de reorganização administrativa conduzido pelo governo.

Também houve mudanças nas forças de segurança. Na Polícia Civil, Sergio Eduardo Lomba de Araujo deixou a Direção-Geral do Departamento de Comissões Permanentes de Inquéritos Administrativos, cargo que passa a ser ocupado por Carlos Alexandre Leite Justiniano. Na Polícia Militar, Luciano Henrique Alcantara Cunha foi exonerado do comando intermediário do Comando de Policiamento Ambiental, enquanto Vitor Batista do Valle foi nomeado assessor-chefe da Assessoria de Fiscalização Estratégica da corporação.

Economia prevista
A estimativa oficial é de que a revisão da estrutura administrativa permita uma economia superior a R$ 230 milhões até o final de 2026. Segundo o governo, o objetivo é reduzir despesas com cargos comissionados e aperfeiçoar a gestão da máquina pública por meio das auditorias que seguem em andamento.