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Fluminense soma cerca de R$ 30 milhões nos últimos cinco anos com mecanismo de solidariedade

Possível venda de Fabinho do Liverpool para Al-Ittihad pode engordar cifras por dispositivo da Fifa
Foto: BHAFC/Paul Hazlewood

A possível venda do volante Fabinho do Liverpool, da Inglaterra, para o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, ainda não entrou na conta, mas em breve deve engordar ainda mais as cifras que o Fluminense vem usufruindo bastante através do mecanismo de solidariedade da Fifa.

O dispositivo é uma espécie de compensação criada pela Fifa para os clubes que formadores nas vendas de suas joias. A entidade destina 5% de toda transação aos times que formaram os jogadores no futebol mundial em caso da compra de algum atleta. A porcentagem é calculada com base no tempo que cada um passou por uma equipe entre 12 e 23 anos, sendo 0,25% para cada temporada antes dos 15 anos e 0,50% para cada a partir dos 16.

Em 2018, o próprio Fabinho entrou nessa estatística ao ser comprado pelo Liverpool-ING junto ao Monaco-FRA por R$ 215 milhões, e o Flu levou R$ 2,1 milhões. No mesmo ano, o atacante Richarlison foi vendido do Watford-ING para o Everton-ING por R$ 223 milhões, e o zagueiro Marlon, do Barcelona-ESP para o Sassuolo-ITA por R$ 66,5 milhões (R$ 40 milhões foram pagos em 2020 referente a compra dos outros 50% do jogador). O Tricolor teve direito a R$ 2,5 milhões e R$ 2 milhões, respectivamente.

Em 2019, foi a vez de lucrar com a compra do meia Gerson pelo Flamengo junto a Roma-ITA, ficando com R$ 1,3 milhão da transação de R$ 49,7 milhões. No ano seguinte, levou R$ 350 mil da venda do zagueiro Ibañez da Atalanta-ITA para a Roma-ITA, por R$ 37 milhões; ganhou R$ 1,6 milhão da saída do volante Wendel do Sporting-POR para o Zenit-RUS por R$ 132,6 milhões; e recebeu R$ 2,4 milhões da ida do atacante Pedro da Fiorentina-ITA para o Flamengo por R$ 87 milhões.

Em 2021, Gerson voltou a gerar receita em Laranjeiras com sua saída do Flamengo para o Olympique de Marselha-FRA por R$ 160 milhões (o Flu levou R$ 4,1 milhões). No mesmo ano, Marlon foi negociado pelo Sassuolo-ITA para o Shakhtar Donetsk-UCR por R$ 71,6 milhões, gerando R$ 2,2 milhões para o Tricolor. E no ano passado, as vendas de Richarlison do Everton-ING para o Tottenham-ING, por R$ 315 milhões, e do lateral-esquerdo Ayrton Lucas do Spartak Moscou-RUS para o Flamengo, por R$ 39,6 milhões, renderam R$ 3,1 milhões e R$ 800 mil respectivamente ao Fluminense.

E já em 2023, o clube lucrou com mais duas negociações: a compra novamente de Gerson pelo Flamengo junto ao Olympique de Marselha-FRA, por R$ 85 milhões; e a venda do atacante João Pedro do Watford-ING para o Brighton-ING, por R$ 188 milhões, o que geraram ao Fluminense mais R$ 2,2 milhões e R$ 4,4 milhões, respectivamente. Se a ida de Fabinho para o Al-Ittihad se concluir, o Tricolor receberá mais R$ 2,5 milhões, totalizando R$ 31,5 milhões no período de cinco anos.

Além do mecanismo de solidariedade, a Fifa também tem um outro chamado “training compensation”, ou “compensação por treinamento” em português, para indenizações pela formação do jogador que saiu sem ter sido em caso de venda.

Enquanto o mecanismo de solidariedade, mais conhecido, assegura até 5% de todas as vendas futuras de um jogador aos seus clubes formadores, a compensação por treinamento é acionada em duas situações, e apenas para o clube em que o atleta atuava imediatamente antes de se transferir:

  • O primeiro caso é quando um jogador é registrado pela primeira vez como profissional, os clubes que participaram do seu treinamento e educação terão direito a tal indenização. Por exemplo: um jovem que só tinha vínculo amador com o clube “A” assina o primeiro contrato profissional com o clube “B”.

 

  • O segundo caso, onde se enquadra Marcos Paulo, é quando um atleta é transferido entre clubes de diferentes associações nacionais, no decorrer ou ao fim de seu contrato, durante seu período de formação. Na prática, é como se fosse um valor mínimo obrigatório, embutido nas compras e garantido ao último clube em caso de saídas ao fim do contrato.

Foi o que aconteceu por exemplo com Marcos Paulo, que não quis renovar o seu contrato e deixou o clube ao final do vínculo para acertar com o Atlético de Madrid-ESP. Apesar de pegar o atacante livre no mercado, o clube espanhol precisou pagar R$ 2,9 milhões ao Fluminense pelo jogador, que atualmente está emprestado ao São Paulo.