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Filhos e filhas são os principais responsáveis pelas agressões a idosos no país

Entre os casos denunciados neste ano, 55% apontam filhos ou filhas como autores das agressões.

A violência contra a população idosa continua crescendo no Brasil e, mais uma vez, tem origem principalmente dentro do ambiente familiar. Dados atualizados do Mapa da Violência contra a Pessoa Idosa no Brasil, divulgado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) durante a semana do Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado em 15 de junho, revelam que filhos e filhas seguem sendo os principais responsáveis pelas agressões registradas no país.

O levantamento contabilizou 180.004 denúncias de violência contra idosos em 2025, número que supera o total registrado no ano passado, quando foram notificadas mais de 179 mil ocorrências. Entre os casos denunciados neste ano, 55% apontam filhos ou filhas como autores das agressões.

A pesquisa foi coordenada pela professora de Enfermagem da UFF, Alessandra Camacho, e analisou diferentes formas de violência praticadas contra pessoas idosas, incluindo negligência, abandono, violência psicológica, agressões físicas e abusos financeiros e patrimoniais.

Segundo a pesquisadora, o dado mais preocupante continua sendo a predominância das agressões dentro do próprio ambiente doméstico.
“O dado mais alarmante é que a maior parte das agressões continua ocorrendo na casa da própria vítima e sendo praticada pelos próprios filhos. O lar, que deveria ser um espaço de proteção, acaba se tornando um lugar de medo para muitos idosos”, afirma Alessandra ao Globo.

Os resultados reforçam uma realidade que especialistas vêm apontando há anos: a violência contra idosos costuma ocorrer longe dos olhos da sociedade e, muitas vezes, é praticada por pessoas próximas da vítima.

A residência da pessoa idosa permanece como o principal cenário das agressões, o que dificulta a identificação dos casos e contribui para a subnotificação. Além das agressões físicas, situações de negligência, abandono e violência psicológica seguem entre os registros mais frequentes.