A tradicional Festa de Santo Antônio, realizada em Nova Iguaçu, passou a ser reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A medida foi sancionada pelo governador interino Ricardo Couto e publicada no Diário Oficial neste fim de semana.
A lei tem origem em um projeto apresentado pelo deputado estadual Felipinho Ravis (Progressistas) e aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Realizada anualmente na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, no Centro de Nova Iguaçu, a celebração reúne mais de 100 mil fiéis e visitantes. Além das atividades religiosas, o evento movimenta a economia local com atrações culturais, feira de artesanato e barracas de comidas típicas.
O pároco da Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, padre Rodrigo Mota, comemorou o reconhecimento. Segundo ele, a festa tem um papel importante não apenas para a fé dos devotos, mas também para a cultura, a gastronomia e o desenvolvimento econômico da cidade.
Santo Antônio é um dos padroeiros de Nova Iguaçu, ao lado de Nossa Senhora da Piedade. Todos os anos, os festejos incluem novena, tríduo, missas e a tradicional procissão pelas ruas do Centro. No dia 13 de junho, data dedicada ao santo, são realizadas celebrações ao longo de todo o dia, além da caminhada com a imagem do padroeiro carregada pelos fiéis.
A festa acontece no entorno da Catedral de Santo Antônio de Jacutinga e no Calçadão da Avenida Governador Amaral Peixoto. A programação reúne missas, apresentações culturais, feira de artesanato e mais de 100 barracas de gastronomia, sendo conhecida também pela tradição das cocadas.
A devoção a Santo Antônio na cidade tem mais de 160 anos, desde a época em que a região ainda era conhecida como Maxambomba. Segundo o deputado Felipinho Ravis, uma nova proposta deverá ser apresentada para incluir também a tradicional festa da Paróquia Santo Antônio da Prata, na divisa entre Nova Iguaçu e Belford Roxo, entre os eventos reconhecidos pela legislação estadual.
Subtítulo: Lei sancionada pelo governador interino Ricardo Couto reconhece a importância religiosa, cultural e econômica da tradicional celebração realizada no Centro da cidade.






